Quando damos por ela, já partilhamos o que juraríamos serem segredos só nossos. Mas, também, de que outro modo descobriríamos quem os entende?
quarta-feira, maio 14, 2008
terça-feira, maio 13, 2008
Quando os pobres riem
Já ouvi por aí as primeiras reacções ao novo programa de humor da RTP aos domingos à noite, Os Contemporâneos. E com grande decepção constato que a maioria dos portugueses continua a preferir o humor fácil, feito sob a lei do menor esforço.
Sim, faço parte da minoria que considera de génio o humor com que a televisão pública (e aqui manifesto surpresa) nos presenteia há duas semanas na recta final do fim-de-semana. Sem querer armar-me em visionário, os comentários que tenho ouvido não auguram um bom futuro para o projecto. Bate certo. Este é o país onde o programa de humor mais visto e premiado se baseia na anedota fácil, a piada que já ouvi quando frequentava a escola primária e, quando não é este o caso, a piadinha que mal começa já se consegue prever, por falta de originalidade, como acaba. Todos se riem muito porque actores que vêem na escola da Revista a verdade absoluta dos palcos contam a anedota e terminam-na com uma careta fácil para a câmara. É infantil.
Portugal é um país pobre até no rir. Três dedos chegam para contar os momentos de humor original do país: Hermam José nos idos 80 e 90. Gato Fedorento já no novo século e, agora, Os Contemporâneos. E é triste, no fim, ver que o mérito vai para quem só tenta fazer rir com a reciclagem das piadas que outros já fizeram.
segunda-feira, maio 12, 2008
Há coisas fantásticas, não há?
Ele há abstrusos negócios que não há meio de a rapaziada um dia entender. Quando se pensava que a cisão PT / PT Multimédia iria mudar alguns procedimentos de mercado, eis que somos surpreendidos. A ZON, até há pouco conhecida por TV Cabo, está a anunciar uma nova box para descodificação do sinal de cabo cheia de mais-valias. À semelhança do que oferece o serviço MEO, a nova caixa-maravilha grava, "congela" a emissão, permite retroceder a imagem para repetições no momento da emissão, etc. Como cliente ZON que sou, QUERO UMA. O serviço até vai arrancar muito em breve, o pedido de adesão já pode ser feito em www.zon.pt, mas... "As condições comerciais serão divulgadas brevemente", pode ler-se no site.
Porquê o mistério? Para que o MEO não se antecipe com alguma na manga? Na crassa falta de transparência que tal representa num mercado que se acredita ser evoluído, só posso deduzir que a ZON vai definir o preço em função da procura do serviço na fase de pré-adesão, tipo bookbuilding, quando se lança uma empresa para a bolsa de valores. Lamentável, digo eu, que me habituei à ideia do para-saber-se-pago-quero-saber-quanto-custa. Efectivamente, há coisas que nunca mudam.