Quando damos por ela, já partilhamos o que juraríamos serem segredos só nossos. Mas, também, de que outro modo descobriríamos quem os entende?
segunda-feira, outubro 20, 2008
Nectar dos dEUSES na Aula Magna (Serpentine)
dEUS, "Serpentine", recordação quase inaudível do concertão de ontem
Nectar dos dEUSES na Aula Magna (Bad Timing)
dEUS, "Bad Timing", recordação quase inaudível do concertão de ontem
Nectar dos dEUSES na Aula Magna (Instant Street)
dEUS, "Instant Street", recordação quase inaudível do concertão de ontem
Nectar dos dEUSES na Aula Magna (Smokers Reflect)
dEUS, "Sokers Reflect", recordação quase inaudível do concertão de ontem
sexta-feira, outubro 17, 2008
Prémio Se a Gravata Não Me Reduzisse o Fluxo de Sangue ao Cérebro
Não gosto de falar de sorte, mas a bola foi sempre ter com o guarda-redes, que vacilou nos outros jogos, mas que hoje conseguiu um milagre. A bola parecia sempre encomendada e com destino traçado para as suas mãos e pés.
Carlos Queiroz, na TSF, referindo-se ao empate de Portugal frente à Albânia na última quarta-feira.
terça-feira, outubro 14, 2008
Dúvida éclair
Está bom de ver que o Homem é sábio na adaptação do mundo que o rodeia ao seu conceito muito próprio e cómodo de bem-estar e de conforto. A História assim o tem demonstrado clara e convincentemente. O Homem cria ao encontro das suas necessidades. É por isso que hoje nos deslocamos em máquinas, subimos escadas sem ser necessário mexer uma perna ou executamos virtuosas operações financeiras sem pôr o pé num banco.
Ora, dito isto, alguém me explique então a estratégia de três passos para a frente e um para trás que pontualmente sobressai nas grandes invenções da e para a Humanidade. Gostaria de saber quem foi o génio, a retorcida mente, que um dia se lembrou de substituir a braguilha das calças por um sistema de botões que consomem 20 vezes mais tempo para serem fechados – isto no caso de o esforço ser bem sucedido à primeira – perante o trabalho consumado frente a um urinol. Tecia um amigo meu, reagindo à minha dúvida, que o problema da braguilha residia no entalamento. Primeiro, meus caros amigos defensores da botanada calceira, não me lembro de alguma vez ter sofrido de tal acidente. E para os que se entalam, devo lembrar que as peças interiores de vestuário, embora com os seus propósitos muito específicos, consubstanciam-se num bom aliado no contorno de certos problemas.
quarta-feira, outubro 08, 2008
Quando a sensualidade está nos tornozelos
Eu sou o primeiro a não compreender algumas das minhas próprias obsessões. Há pequenas coisas que me ficam atravessadas, pequenos mistérios do modo de pensar e agir do ser humano que, para serem desvendandos, obrigariam a épicos feitos ainda mais cabeludos do que procurar, por exemplo, as mais enigmáticas origens do Universo. Quem comigo convive conhece algumas das minhas eternas embirrações. Por isso, e perdoem-me o desabafo, partilharei mais uma que, com sinceridade vos digo, me atormenta de forma absurda.
A verdade é que não consigo compreender porque é que na generalidade das casas de banho em espaços públicos e também – descubro eu agora – em locais de trabalho a porta não vai até ao chão, como manda o bom princípio de uma porta que se quer como tal. Que perversa finalidade poderá ter – e para que tipo de alminhas – olhar para a porta de uma casa de banho e vislumbrar, do outro lado, dois pés com um par de calças enrodilhado nos tornozelos? Voyeurismo? Fetiche? As dimensões das casas de banho, por alguma razão, não têm medidas standard e esquecem-se de tal pormenor quando mandam fazer a porta? Ora, apenas uma certeza sobressai: quem não leva as portas das casas de banho até ao chão fá-lo com intenção. Acreditem, meus amigos, que temos a sociedade trilhada entre gente doente e perturbada. Gente que anseia por ver uns quaisquer jeans ou mesmo calça de fato a embrulhar um par de tornozelos. Deambulam por aí à procura, tenho a certeza. Pensem muito bem nisto na vossa próxima dor de barriga e digam-me se não tenho razão.