Quando damos por ela, já partilhamos o que juraríamos serem segredos só nossos. Mas, também, de que outro modo descobriríamos quem os entende?
domingo, setembro 11, 2011
A Dança
domingo, março 28, 2010
segunda-feira, janeiro 11, 2010
NADA
The question is this: What have I been doing? Everybody says “Hey, you don’t do the show anymore, what do you do?”. I’ll tell you what I do: NOTHING. Yes, I know what you’re thinking, “That sounds pretty good”. You think “I might like to do nothing myself!”. Well, let me tell you, doing nothing is not as easy as it looks. You have to be careful, because the idea of doing anything, which could easily lead to doing something, would cut in to your nothing and that would force me to have to drop everything.
Seinfeld está de volta depois de… não sei quantos anos sem fazer nada.
domingo, janeiro 10, 2010
terça-feira, outubro 13, 2009
Very Best
A sua vida, no fundo, era um colossal plágio. Alimentava consigo a ideia de que copiando os outros no que estes tinham de melhor consubstanciava no seu ser uma espécie de antologia de bons exemplos. Ele era, no fundo, um Very Best da sociedade moderna. E este peculiar modus operandi preencheu-o de uma plena felicidade até ao fim dos seus dias, pelo que conseguiu tolerar de espírito leve o facto de os outros sempre terem visto nele um génio.
sexta-feira, setembro 04, 2009
As Noites em que o Cão Ladra (IV)
Esteve nos copos com os amigos do escritório até de madrugada. Assim adiou mais uma vez o regresso a casa, insistindo na sua cobarde estratégia de fuga. Às 6h da manhã caiu de podre na cama, adormecendo instantaneamente, mas menos de duas horas depois não conseguiu deixar de acordar com o intenso e fastidioso cheiro doce, como que de frutos quentes, que conquistava a casa.
quarta-feira, setembro 02, 2009
Tic Tac Tic Tac
– Conheces uma boa relojoaria?
– O meu primo era um excelente relojoeiro, mas morreu.
terça-feira, setembro 01, 2009
As Noites em que o Cão Ladra (III)
As Noites em que o Cão Ladra (I)
As Noites em que o Cão Ladra (II)
Tinha de fazer algo por si. A verdade é que só de pensar em estar em casa fazia com que se apoderasse de si um medo áspero. Quando outro programa não arranjava, os serões que passava a forrar o sofá com o seu corpo, de comando na mão num enfurecido zapping, eram visitados constantemente pelos arrepios que os seus nervos não conseguiam evitar. Afastava a todo o custo a hipótese de apagar as luzes, ir-se deitar e voltar a sujeitar-se a novo confronto com o que, a princípio, sobressaltava apenas o cão, mas que agora era também a causa dos seus olhos raiados de sangue de não pregar olho noite após noite. Há já alguns dias que não via nada de estranho com os seus próprios olhos. No entanto, era rara a noite em que o cão não começasse a rosnar para uma divisão da casa, de onde saía a ganir após a investida, vindo enrolar-se à volta dos seus pés, num inocente convencimento de que ali não lhe faltaria protecção.
Opção mais cobarde não poderia existir. Quando as 4h30 da manhã começavam a aproximar-se, os auscultadores nos ouvidos berravam até quase lhe ferir os tímpanos, enquanto as pálpebras eram cerradas com tanta força que as têmporas lhe doíam. Mas com que pretexto fugiria – sim, esse seria o termo – de casa? Só de imaginar os anos de chacota dos amigos que se seguiriam se contasse o que se passava a alguém... Ajuda médica? Sim, talvez fosse por aí. Mais um caso para um diplomado qualquer o encharcar em comprimidos, ainda que sob a explicação de que o cão era testemunha do que se passava lá em casa.
Mas era fugir do inevitável. A noite passada, às 4h30 em ponto, enquanto os sons estridentes produzidos pelo seu iPod tentavam iludir-lhe a mente, os lençóis que o cobriam deram um salto no ar, como se, de repente, fossem puxados como se de uma marioneta se tratassem. Gelou, o coração disparou e, acto contínuo, abriu os olhos e arrancou os auscultadores dos ouvidos. E ali estava, mesmo à sua frente, em pé aos pés da cama, a menina que tinha visto entrar na arrecadação algumas noites antes. A olhá-lo fixamente com olhos negros e chorosos, o vestido branco amarrotado e, na mão, um peluche gasto e seco pelo tempo. Um cheiro bafiento invadiu-lhe o quarto de forma nauseabunda.
– Quem és tu? Que queres daqui? – perguntou-lhe num tom inadvertidamente agressivo e comandado pelo pânico. Queria ter o cão ali perto de si, mas na verdade, nem sabia bem para quê. Só que nem um sinal do seu velho companheiro.
Imóvel, a criança continuava a fitá-lo continuamente, mas com um olhar cada vez mais agressivo e sem um sinal de que fosse responder. Ele tenta repetir a pergunta: – Quem és... Mas a menina nem deixou terminar a pergunta. Interrompe-o com um guincho sibilante e com os dentes cerrados, atirando-lhe um olhar de ódio, e desaparece como se se esfumasse no ar. O cheiro a bafio dá lugar a um aroma doce e perfumado. O cão aparece, finalmente, entra no quarto, como se viesse ver o que se passava, lambe-lhe a mão e enrosca-se aos pés da cama para continuar o seu sono.
quarta-feira, agosto 05, 2009
sábado, agosto 01, 2009
O cinismo do jornalismo de referência
É absolutamente triste a forma cínica como os jornais que têm a mania que são “de referência” olham a sociedade que nos rodeia. Hoje é inaugurado em Portugal, em Sintra, um museu de História Natural que poderá revelar-se dos melhores do mundo. Aliás, poucos países poderão gabar-se de algo assim. E no entanto, não há um único jornal que dê destaque ao assunto.
Ao longo de 40 anos, Miguel Barbosa, um explorador que fez pesquisas por todo o mundo, recolheu peças raras como ninhos de ovos de dinossauro do Deserto do Gobi, na China, fragmentos do meteorito de Nantan que atingiu a Terra no séc. XVI e o único exemplar de um fóssil da espécie Braseodactylus existente no Mundo, entre muitos outros testemunhos da passagem dos tempos pelo planeta.
A Unesco interessou-se muito por este espólio. Mas Miguel Barbosa, agora com 83 anos, entendeu que o património que reuniu ao longo de 40 anos deveria ficar em Portugal.
Gostaria de ter visto uma boa entrevista com este homem e uma boa explicação do que podemos ver neste novo espaço. Não creio que seja pedir muito. A RTP lá fez o devido serviço público, mas não chega.
domingo, julho 26, 2009
segunda-feira, julho 20, 2009
Sempre a Crescer: A primeira Primavera da Laura
E brevemente, “A Laura foi à Praia” (ou título equiparado, logo se vê).
quinta-feira, julho 09, 2009
terça-feira, julho 07, 2009
Há 17 anos (2)
Uma vez que desactivaram este video no Youtube ("This video has been removed due to terms of use violation") e que eu já tinha postado, e como faço questão de que este grande momento de humor fique registado e ao meu alcance para rever e rever e rever… Aqui vai de novo.
segunda-feira, julho 06, 2009
Dogmas sem contraponto
Há pessoas que, por muito que tentem, não se libertam de uma inexplicável incapacidade de, de vez em quando, nem que seja para respirar, pôr os seus dogmas de parte e olhar para o mundo de uma forma reflectida e limpa. Ontem vi pela primeira vez um programa de meia-hora na SIC chamado Ponto Contraponto, apresentado por Pacheco Pereira. Não sei se é uma novidade da grelha daquele canal ou se, simplesmente, atraiçoado pela minha distracção, este momento sui generis de televisão já existe há mais tempo e não se me tinha atravessado ainda à frente.
Pacheco Pereira é um homem que critica o que lhe apetece. E faz bem. Sou dos que defendem que a crítica sempre construiu, mesmo quando lhe chamam destrutiva (a minha profissão, por exemplo, sempre foi alvo dos seus ataques e sempre ouvi de forma útil os argumentos utilizados). Mas eis então que Pacheco Pereira tem um programa de televisão só seu, onde diz o que lhe apetece e, pelo que percebi, sempre defendendo a imparcialidade como uma virtude (deduzo pela forma como criticou, e com razão, algum jornalismo). Por isso, e com total imparcialidade e objectividade (ou o programa faz parte do tempo de antena social democrata e eu não vi essa anotação?) elege como crítica, e apelidando de Mau jornalismo, o tratamento dado pelo Diário de Notícias a uma peça sobre Manuela Ferreira Leite e o PSD, o texto que considerou propagandístico de um decreto-Lei recente no Diário da República, e elogiou de forma extasiada um artigo da revista Exame onde o computador Magalhães era examinado até às entranhas para que ficasse demonstrado que de português pouco tem.
Não vou negar, por um acaso raro concordei com tudo o que Pacheco Pereira disse. Mas pondo de parte a hipótese de coincidência, creio que Pacheco Pereira deveria ser um pouco mais sensato quando analisa o mundo num programa de televisão que se quer objectivo para que seja minimamente útil.
quinta-feira, julho 02, 2009
Banda sonora para o Verão
Já tenho em meu poder (depois de um difícil processo de compra online), vindo directamente da Austrália, o DVD que vai entrar em repeat lá em casa. The John Butler Trio live at Federation Square.






