Quando damos por ela, já partilhamos o que juraríamos serem segredos só nossos. Mas, também, de que outro modo descobriríamos quem os entende?
quinta-feira, janeiro 11, 2007
quarta-feira, janeiro 10, 2007
35
Até o meu telemóvel já me avisou que hoje é o teu aniversário. Como se eu não soubesse. E ainda nem fui comprar a tua penda.
terça-feira, janeiro 09, 2007
quarta-feira, janeiro 03, 2007
terça-feira, janeiro 02, 2007
Resoluções de Ano Novo
Comer mais legumes
Arrumar o escritório
Enterrar os meus cartões de crédito bem fundo com o epitáfio Que ardam nos infernos
Fotografar (ainda mais) Portugal
Perder 15 quilos
Comprar a bicicleta
Escolher melhor o que leio
Escolher melhor as bolas de Berlim que como
Recomeçar o jardim
Reencontrar amigos (que o foram mesmo)
Colocar mais algumas peças no puzzle (da vida)
Rir
Recordar o que foi bom
Respirar muito
Compor (a) música
Matar saudades quando forem das que morrem
...
...
...entre outras
Arrumar o escritório
Enterrar os meus cartões de crédito bem fundo com o epitáfio Que ardam nos infernos
Fotografar (ainda mais) Portugal
Perder 15 quilos
Comprar a bicicleta
Escolher melhor o que leio
Escolher melhor as bolas de Berlim que como
Recomeçar o jardim
Reencontrar amigos (que o foram mesmo)
Colocar mais algumas peças no puzzle (da vida)
Rir
Recordar o que foi bom
Respirar muito
Compor (a) música
Matar saudades quando forem das que morrem
...
...
...entre outras
segunda-feira, janeiro 01, 2007
domingo, dezembro 31, 2006
sábado, dezembro 30, 2006
Afinal, prendam-nos
Muito já discuti sobre isto. E a partir de hoje, tudo muda. És a favor da pena de morte? perguntaram-me amiúdas vezes. E a minha resposta chocava a generalidade dos presentes: Qual? A praticada nos Estados Unidos? A que não garante que inocentes morram por erro de justiça? Não, não sou a favor. Mas defendo a morte dos que reiteradamente ameaçam a vida de outros. Nas prisões só enchem, custam dinheiro à sociedade e uma vez exterminados teríamos a garantia de que tudo ficava bem. Ou seja, defendia a pena de morte, sim, embora em casos muito específicos, e não da forma gratuita com que muitas vezes é exercida. Dizia-o e considerava, por vezes, que a sociedade se revestia de algum cinismo quando repudiava por completo o meu ponto de vista. Pinochet foi disso um exemplo. A sua morte, há poucos dias, foi motivo de galanteios entre muitos dos que rejeitam taxativamente a pena de morte. Porém, hoje vi a notícia: Saddam Hussein foi executado esta madrugada, eram 3h00 em Lisboa. Tinha sido enforcado, e a informação perturbou-me, gelou-me da cabeça aos pés. Mesmo tratando-se do comprovado e corroborado assassino que foi, a mesquinhez do acto explodiu como uma bomba na razão. Estava ali, a nu, a barbaridade e a crueldade de uma sociedade que parece ter recuado à idade das trevas apenas pela sede de vingança. Senti-me envergonhado. Saddam morreu e não vai fazer falta. Mas não deixo de estar aturdido com a facilidade com que se resolve um problema. Creio que agora sim, sem vergonha o digo, mudei de opinião. Não sou, de forma alguma, a favor da pena de morte.
sexta-feira, dezembro 29, 2006
quarta-feira, dezembro 27, 2006
Ele há dias assim
A cabeça num sobressalto
A garganta num carpido
O nariz num desalmado choro
A visão numa desventura
O cérebro num vagar
Bum!
Crash!
Whomp!
Crunch!
Pow!
Grrr!
Bah!
Argh!
Bbrrzz!
A garganta num carpido
O nariz num desalmado choro
A visão numa desventura
O cérebro num vagar
Bum!
Crash!
Whomp!
Crunch!
Pow!
Grrr!
Bah!
Argh!
Bbrrzz!
sexta-feira, dezembro 22, 2006
sexta-feira, dezembro 15, 2006
Teorias da velocidade (parte II)
É igualmente certo que a quem lhe escorregar das mãos, vá lá, digamos, um melão – não muito maduro – numa calçada, nunca mais o apanha.
quarta-feira, dezembro 13, 2006
Teorias da velocidade
Estou certo de que o Homem subestima a velocidade e o poder de fuga dos caracóis.
terça-feira, dezembro 12, 2006
Até que fui um “puto estúpido” feliz

As coisas já não andavam bem. Errar pelas noites do Bairro Alto há muito que não carrega as impressões de outros tempos. Se calhar já fui “puto estúpido” e advém daqui que não estou a conseguir conformar-me com os “putos estúpidos” modernos. Há quanto tempo não entro no Clandestino para pedir uma tosta ao Martins? A última vez que lá fui não reconheci o local e – Martins, desculpa lá – não tenho projectos de voltar a pôr lá os pés nas inúmeras épocas vizinhas. Bons tempos, os da Luz Soriano. Porém, o grande novo choque, já este ano, foi o Tertúlia. Mudou, não é o mesmo e nem o famoso mojito já sabe ao que era – lembram-se quando o mojito se apaixonou pela bola de gelado do Häagen-Dazs? Aquilo é que foi um amor bem à moda de Lisboa!
Pelo Bairro Alto, pouco mais me resta do que o Páginas Tantas ou as coentradas do Sinal Vermelho. As Primas passaram há muito à História e só vou à Bica quase por não querer ser a ovelha ranhosa, o que não gosta de estar na moda do ficar-de-pé-de-copo-na-mão-à-espera-que-o-carro-do-lixo-nos-obrigue-a-todos-a-encostarmo-nos-muito-juntinhos-cheios-de-calor-humano-no-minúsculo-passeio-da-íngreme-calçada.
Graça Esplanando. Saindo agora dos domínios do Bairro Alto, esse foi outro. Na Graça, obviamente. A minha Graça. Do jardim para a Mouraria pelas escadinhas, uma esplanada (quase) escondida com vista para a cidade e para o rio, obrigada a fechar por causa do ruído, dizem eles. Ainda assim não foi grave. A Esplanada da Graça ainda é a minha cidade mágica vista da minha Graça.
Gosto da cidade. De dia, de noite, gosto de passar nos sítios que me trazem memórias de inúmeros desabafos, confissões e alegrias. Memórias das tertúlias e – estou a chegar finalmente ao cerne deste post – das últimas paragens sempre antes do fim de cada noite. A notícia chegou ontem e foi como quem leva uma tampa: fecharam o Galeto. Menos uma fazendola onde até fui um “puto estúpido” feliz.
Pelo Bairro Alto, pouco mais me resta do que o Páginas Tantas ou as coentradas do Sinal Vermelho. As Primas passaram há muito à História e só vou à Bica quase por não querer ser a ovelha ranhosa, o que não gosta de estar na moda do ficar-de-pé-de-copo-na-mão-à-espera-que-o-carro-do-lixo-nos-obrigue-a-todos-a-encostarmo-nos-muito-juntinhos-cheios-de-calor-humano-no-minúsculo-passeio-da-íngreme-calçada.
Graça Esplanando. Saindo agora dos domínios do Bairro Alto, esse foi outro. Na Graça, obviamente. A minha Graça. Do jardim para a Mouraria pelas escadinhas, uma esplanada (quase) escondida com vista para a cidade e para o rio, obrigada a fechar por causa do ruído, dizem eles. Ainda assim não foi grave. A Esplanada da Graça ainda é a minha cidade mágica vista da minha Graça.
Gosto da cidade. De dia, de noite, gosto de passar nos sítios que me trazem memórias de inúmeros desabafos, confissões e alegrias. Memórias das tertúlias e – estou a chegar finalmente ao cerne deste post – das últimas paragens sempre antes do fim de cada noite. A notícia chegou ontem e foi como quem leva uma tampa: fecharam o Galeto. Menos uma fazendola onde até fui um “puto estúpido” feliz.
quinta-feira, dezembro 07, 2006
Será do estado de espírito?
Ou estarei a perder sentido de humor e inteligência? O Borat é um candidato de topo ao meu ranking pessoal dos piores filmes de sempre. Noventa minutos de cinema penosos e desconfortáveis.
terça-feira, dezembro 05, 2006
Há blogues por aí?
Onde estás há blogues? Eras a visita mais assídua do meu blogue, que eu sei. Também já dei uma olhada nos blogues dos teus amigos e tens lá muito que ler. Vê se sacas aí um computador e faz uns comentários. Beijos grandes, princesinha.
segunda-feira, dezembro 04, 2006
segunda-feira, novembro 27, 2006
Estou tão triste, Zé
Mas quando estavas triste, gostavas muito de ouvir o Godinho:
A princípio é simples anda-se sozinho
Passa-se nas ruas bem devagarinho
Está-se bem no silêncio e no burburinho
Bebe-se as certezas num copo de vinho
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
Dá-se a volta ao medo dá-se a volta ao mundo
Diz-se do passado que está moribundo
Bebe-se o alento num copo sem fundo
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E é então que amigos nos oferecem leito
Entra-se cansado e sai-se refeito
Luta-se por tudo o que leva a peito
Bebe-se come-se e alguém nos diz bom proveito
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Depois vem cansaços e o corpo fraqueja
Olha-se para dentro e já pouco sobeja
Pede-se o descanso por curto que seja
Apagam-se dúvidas num mar de cerveja
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Enfim duma escolha faz-se um desafio
Enfrenta-se a vida de fio a pavio
Navega-se sem mar sem vela ou navio
Bebe-se a coragem até dum copo vazio
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E entretanto o tempo fez cinza da brasa
E outra maré cheia virá da maré vaza
Nasce um novo dia e no braço outra asa
Brinda-se aos amores com o vinho da casa
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
A princípio é simples anda-se sozinho
Passa-se nas ruas bem devagarinho
Está-se bem no silêncio e no burburinho
Bebe-se as certezas num copo de vinho
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
Dá-se a volta ao medo dá-se a volta ao mundo
Diz-se do passado que está moribundo
Bebe-se o alento num copo sem fundo
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E é então que amigos nos oferecem leito
Entra-se cansado e sai-se refeito
Luta-se por tudo o que leva a peito
Bebe-se come-se e alguém nos diz bom proveito
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Depois vem cansaços e o corpo fraqueja
Olha-se para dentro e já pouco sobeja
Pede-se o descanso por curto que seja
Apagam-se dúvidas num mar de cerveja
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
Enfim duma escolha faz-se um desafio
Enfrenta-se a vida de fio a pavio
Navega-se sem mar sem vela ou navio
Bebe-se a coragem até dum copo vazio
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
E entretanto o tempo fez cinza da brasa
E outra maré cheia virá da maré vaza
Nasce um novo dia e no braço outra asa
Brinda-se aos amores com o vinho da casa
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida
sábado, novembro 25, 2006
Um dia passaram os créditos finais
Nunca me hei-de esquecer de uma expressão tua quando estavas excepcionalmente feliz: Agora era o momento em que passavam os créditos finais, dizias. Esta frase ficou para sempre gravada na minha caixinha das recordações e ainda hoje penso muito nela quando me sinto bem comigo, com a vida e com o mundo. Adoptei-a. Utilizaste-a por diversas vezes ao meu lado, o que me deixava mais afortunado do que nunca por naquele momento fazer parte do final feliz do teu filme. Aconteceu perante gestos simples, viagens, paisagens irreais e num sem número de situações que me estão gravadas no coração e, tenho a certeza, estavam também guardadas no teu. Até ontem.
Esse é o problema dos filmes, habituamo-nos a que tenham final feliz e só esperamos que os créditos finais apareçam quando está tudo bem e resolvido, quando a câmara se afasta e não queremos que a cena seguinte estrague tudo. Mas não é sempre assim. Ontem passaram os créditos finais de um filme lindo, mas no momento errado. Não era aqui que acabava a história, não era assim. O projector já se apagou, as luzes do cinema já acenderam, o pano fechou e eu continuo sentado na sala a olhar lá para a frente. Não vai haver sequela, o realizador cansou-se de esperar pela actriz que teima em não aparecer. Parece que é mesmo verdade, o filme terminou mesmo. E agora tenho medo de ir à caixinha das recordações. THE END.
Esse é o problema dos filmes, habituamo-nos a que tenham final feliz e só esperamos que os créditos finais apareçam quando está tudo bem e resolvido, quando a câmara se afasta e não queremos que a cena seguinte estrague tudo. Mas não é sempre assim. Ontem passaram os créditos finais de um filme lindo, mas no momento errado. Não era aqui que acabava a história, não era assim. O projector já se apagou, as luzes do cinema já acenderam, o pano fechou e eu continuo sentado na sala a olhar lá para a frente. Não vai haver sequela, o realizador cansou-se de esperar pela actriz que teima em não aparecer. Parece que é mesmo verdade, o filme terminou mesmo. E agora tenho medo de ir à caixinha das recordações. THE END.
sexta-feira, novembro 24, 2006
Maria José Margarido
10 de Janeiro de 1972 - 24 de Novembro de 2006.
Mas no meu coração viverás sempre.
quinta-feira, outubro 19, 2006
Trouxas
Hoje tentaram acicatar-me com trouxas de ovos. Sabes o que comi hoje ao almoço? Trouxas de ovos, disseram-me, na plena consciência de que sou bastante sensível ao facto. Salivei, mas respirei fundo e não me fiquei: Aqui em Lisboa? Daquelas amarelas esverdeadas com sabor a químico? E já experimentaste as das Caldas da Rainha, de um amarelinho vivo, cheias de calda, a saber mesmo a ovo?. Já está. Inveja aniquilada.
domingo, outubro 08, 2006
De volta?
Sabe-se lá porquê, este blogue esteve sem funcionar mais de um mês. Assim, sem explicação. Estava lá tudo, os posts, os comentários, mas a visita resultava numa singela página em branco. Acho que consegui ressuscitar isto. Vamos ver se agora tudo funciona e se estou de volta.
quarta-feira, agosto 09, 2006
segunda-feira, julho 24, 2006
O mito explicado
Que a obesidade tem uma componente genética, é um mito. E explica o jornal Público porquê: porque o pool de genótipo humano não se alterou substancialmente nas últimas décadas. Então é isso! E mais: a obesidade surge por se estar exposto a um ambiente obesogénico. Documentarmo-nos em jornais de referência é logo outra coisa. Vê-se que sabem lá daquilo.
quinta-feira, maio 11, 2006
(Pese)iro na consciência
O Sporting conquistou 42 pontos na segunda volta da Liga. Ou seja, mais 3 do que o FC Porto e mais 9 do que o Benfica. Assim uma espécie de "campeão" da segunda volta.
quarta-feira, maio 10, 2006
terça-feira, maio 09, 2006
O problema dele era não ter amigos
Noticiava assim o jornal "Público" de hoje: A PJ deteve na Ponte 25 de Abril um guarda-costas suspeito de aproveitar a hora de almoço para assaltar bancos em vários pontos do país. O "solitário" nunca abdicava do boné, dos óculos escuros e das luvas de borracha. Acho ainda interessante a seguinte passagem, quando o texto da notícia refere que o assaltante, de 28 anos e com um perfil urbano perfeitamente normal, tinha um emprego: Quando o trabalho não correspondia às suas expectativas, o indivíduo fazia um assalto. Achei que era importante transcrever isto.
segunda-feira, abril 03, 2006
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