segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Nunca mais é domingo

Estou farto. Não quero discutir e não quero ouvir nem mais um argumento. Já não aguento a demagogia de ambos os lados numa discussão em que já todos perdem a razão. A minha decisão foi tomada há muitos anos. Só tenho pena de ser obrigado a responder a um referendo quando o Governo não tem a coragem de tomar uma decisão. Sou contra os referendos. Ou são feitos para tudo ou não são feitos para nada. E um Governo, quando não tem coragem de avançar com assuntos "delicados", lava daí as suas mãos. Mas se assim o querem, lá estarei para responder. Já me decidi pelo "SIM" há muitos anos e sem quaisquer dúvidas. E seria bom que o assunto ficasse arrumado de uma vez por todas no domingo. Já enjoa.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Novo local de trabalho, novas experiências

O fantasma da estrada de Sintra

Peço-vos, por favor, que primeiro vejam este vídeo e só depois leiam o texto do post. Enriquece a experiência, garanto-vos.







Posso dizer que quase fui apanhado. Fiquei, no mínimo, surpreendido com estes sete minutos de filmagem. Mas passo a explicar: o cinema está a precisar de uma lufada de ar fresco. Quase tudo o que é possível fazer-se para o grande ecrã está gasto e isso impõe um desafio aos novos cineastas: inventar, trazer coisas novas e, claro está, surpreender. A verdadeira surpresa surgiu com Blair Witch Project. Amado por muitos, odiado por outros, a verdade é que o sucesso de bilheteira da ideia de Daniel Myrick e Eduardo Sánchez, em 1999, ultrapassou todas as fronteiras do que alguma vez se tinha feito. Ver o Blair Witch tornou-se apenas parte do “projecto”. Tudo o resto se desenrolou com o marketing gerado à volta da produção, fazendo com que grande parte do público acreditasse que estaríamos perante filmagens de um episódio verídico. Um grupo de amigos desaparece numa floresta, desencadeando-se investigações que não conseguiram mais do que as cassetes que estavam na câmara de video e que foram encontradas perdidas no bosque. O que foi veiculado na imprensa, na altura, e em documentários televisivos também fazia parte do “projecto”: fazer acreditar que o filme consiste no simples visionamento dessas cassetes. Ainda hoje, muitos dos que viram o filme acreditam tratar-se de um caso real. O local onde é suposto tudo ter acontecido, e que existe mesmo, foi alvo de um sem número de visitas de curiosos que queriam ver a “floresta assombrada”, provocando um real desassossego entre os moradores da pacata vila de Burkittsville, Maryland, nos Estados Unidos. “Blair Witch Project” é, para mim, um marco do cinema. Com ou sem falhas, surpreendeu-me e ainda hoje, oito anos depois, considero ser uma experiência cinematográfica inultrapassável.Mas tudo isto para dizer o quê? Para dizer que esta semana fui confrontado com um pequeno filme, uma curta-metragem de sete minutos de origem portuguesa que eu, com o maior descaramento, partilho convosco neste blogue. Chama-se A Curva e é da autoria de David Rebordão, um editor de vídeo freelancer de 32 anos de idade e que conseguiu, com meia-dúzia de recursos, fazer da sua produção caseira um dos filmes portugueses mais vistos no mundo. Está no YouTube, já mereceu duas páginas da edição de Novembro de 2006 da revista Visão e já fez de mim um fã do David que quer ver mais trabalhos seus. A Curva tem algumas falhas e clichées, pois tem, e não é um Blair Witch Project. Mas é uma lição das grandes, sobretudo para quem distribui subsídios à toa e esbanja dinheiros públicos em produções que raiam a ofensa. Ponham os olhos neste rapaz, porque vai longe. Tem um site, http://www.ovirus.com/, a que vou estar muito atento, porque quero ver mais disto.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

35

Até o meu telemóvel já me avisou que hoje é o teu aniversário. Como se eu não soubesse. E ainda nem fui comprar a tua penda.

terça-feira, janeiro 09, 2007

terça-feira, janeiro 02, 2007

Resoluções de Ano Novo

Comer mais legumes

Arrumar o escritório

Enterrar os meus cartões de crédito bem fundo com o epitáfio Que ardam nos infernos

Fotografar (ainda mais) Portugal

Perder 15 quilos

Comprar a bicicleta

Escolher melhor o que leio

Escolher melhor as bolas de Berlim que como

Recomeçar o jardim

Reencontrar amigos (que o foram mesmo)

Colocar mais algumas peças no puzzle (da vida)

Rir

Recordar o que foi bom

Respirar muito

Compor (a) música

Matar saudades quando forem das que morrem

...

...

...entre outras

segunda-feira, janeiro 01, 2007

sábado, dezembro 30, 2006

Afinal, prendam-nos

Muito já discuti sobre isto. E a partir de hoje, tudo muda. És a favor da pena de morte? perguntaram-me amiúdas vezes. E a minha resposta chocava a generalidade dos presentes: Qual? A praticada nos Estados Unidos? A que não garante que inocentes morram por erro de justiça? Não, não sou a favor. Mas defendo a morte dos que reiteradamente ameaçam a vida de outros. Nas prisões só enchem, custam dinheiro à sociedade e uma vez exterminados teríamos a garantia de que tudo ficava bem. Ou seja, defendia a pena de morte, sim, embora em casos muito específicos, e não da forma gratuita com que muitas vezes é exercida. Dizia-o e considerava, por vezes, que a sociedade se revestia de algum cinismo quando repudiava por completo o meu ponto de vista. Pinochet foi disso um exemplo. A sua morte, há poucos dias, foi motivo de galanteios entre muitos dos que rejeitam taxativamente a pena de morte. Porém, hoje vi a notícia: Saddam Hussein foi executado esta madrugada, eram 3h00 em Lisboa. Tinha sido enforcado, e a informação perturbou-me, gelou-me da cabeça aos pés. Mesmo tratando-se do comprovado e corroborado assassino que foi, a mesquinhez do acto explodiu como uma bomba na razão. Estava ali, a nu, a barbaridade e a crueldade de uma sociedade que parece ter recuado à idade das trevas apenas pela sede de vingança. Senti-me envergonhado. Saddam morreu e não vai fazer falta. Mas não deixo de estar aturdido com a facilidade com que se resolve um problema. Creio que agora sim, sem vergonha o digo, mudei de opinião. Não sou, de forma alguma, a favor da pena de morte.

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Ele há dias assim

A cabeça num sobressalto
A garganta num carpido
O nariz num desalmado choro
A visão numa desventura
O cérebro num vagar
Bum!
Crash!
Whomp!
Crunch!
Pow!
Grrr!
Bah!
Argh!
Bbrrzz!

sexta-feira, dezembro 22, 2006

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Teorias da velocidade (parte II)

É igualmente certo que a quem lhe escorregar das mãos, vá lá, digamos, um melão – não muito maduro – numa calçada, nunca mais o apanha.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

terça-feira, dezembro 12, 2006

Até que fui um “puto estúpido” feliz


As coisas já não andavam bem. Errar pelas noites do Bairro Alto há muito que não carrega as impressões de outros tempos. Se calhar já fui “puto estúpido” e advém daqui que não estou a conseguir conformar-me com os “putos estúpidos” modernos. Há quanto tempo não entro no Clandestino para pedir uma tosta ao Martins? A última vez que lá fui não reconheci o local e – Martins, desculpa lá – não tenho projectos de voltar a pôr lá os pés nas inúmeras épocas vizinhas. Bons tempos, os da Luz Soriano. Porém, o grande novo choque, já este ano, foi o Tertúlia. Mudou, não é o mesmo e nem o famoso mojito já sabe ao que era – lembram-se quando o mojito se apaixonou pela bola de gelado do Häagen-Dazs? Aquilo é que foi um amor bem à moda de Lisboa!
Pelo Bairro Alto, pouco mais me resta do que o Páginas Tantas ou as coentradas do Sinal Vermelho. As Primas passaram há muito à História e só vou à Bica quase por não querer ser a ovelha ranhosa, o que não gosta de estar na moda do ficar-de-pé-de-copo-na-mão-à-espera-que-o-carro-do-lixo-nos-obrigue-a-todos-a-encostarmo-nos-muito-juntinhos-cheios-de-calor-humano-no-minúsculo-passeio-da-íngreme-calçada.
Graça Esplanando. Saindo agora dos domínios do Bairro Alto, esse foi outro. Na Graça, obviamente. A minha Graça. Do jardim para a Mouraria pelas escadinhas, uma esplanada (quase) escondida com vista para a cidade e para o rio, obrigada a fechar por causa do ruído, dizem eles. Ainda assim não foi grave. A Esplanada da Graça ainda é a minha cidade mágica vista da minha Graça.
Gosto da cidade. De dia, de noite, gosto de passar nos sítios que me trazem memórias de inúmeros desabafos, confissões e alegrias. Memórias das tertúlias e – estou a chegar finalmente ao cerne deste post – das últimas paragens sempre antes do fim de cada noite. A notícia chegou ontem e foi como quem leva uma tampa: fecharam o Galeto. Menos uma fazendola onde até fui um “puto estúpido” feliz.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Será do estado de espírito?

Ou estarei a perder sentido de humor e inteligência? O Borat é um candidato de topo ao meu ranking pessoal dos piores filmes de sempre. Noventa minutos de cinema penosos e desconfortáveis.

terça-feira, dezembro 05, 2006

Zé, olha-me só esta maravilha...

http://respiraromesmoar.blogspot.com/

Há blogues por aí?

Onde estás há blogues? Eras a visita mais assídua do meu blogue, que eu sei. Também já dei uma olhada nos blogues dos teus amigos e tens lá muito que ler. Vê se sacas aí um computador e faz uns comentários. Beijos grandes, princesinha.

segunda-feira, novembro 27, 2006

Estou tão triste, Zé

Mas quando estavas triste, gostavas muito de ouvir o Godinho:

A princípio é simples anda-se sozinho
Passa-se nas ruas bem devagarinho
Está-se bem no silêncio e no burburinho
Bebe-se as certezas num copo de vinho
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
Dá-se a volta ao medo dá-se a volta ao mundo
Diz-se do passado que está moribundo
Bebe-se o alento num copo sem fundo
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E é então que amigos nos oferecem leito
Entra-se cansado e sai-se refeito
Luta-se por tudo o que leva a peito
Bebe-se come-se e alguém nos diz bom proveito
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Depois vem cansaços e o corpo fraqueja
Olha-se para dentro e já pouco sobeja
Pede-se o descanso por curto que seja
Apagam-se dúvidas num mar de cerveja
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Enfim duma escolha faz-se um desafio
Enfrenta-se a vida de fio a pavio
Navega-se sem mar sem vela ou navio
Bebe-se a coragem até dum copo vazio
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E entretanto o tempo fez cinza da brasa
E outra maré cheia virá da maré vaza
Nasce um novo dia e no braço outra asa
Brinda-se aos amores com o vinho da casa
E vem-nos à memória uma frase batida
Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

sábado, novembro 25, 2006

Um dia passaram os créditos finais

Nunca me hei-de esquecer de uma expressão tua quando estavas excepcionalmente feliz: Agora era o momento em que passavam os créditos finais, dizias. Esta frase ficou para sempre gravada na minha caixinha das recordações e ainda hoje penso muito nela quando me sinto bem comigo, com a vida e com o mundo. Adoptei-a. Utilizaste-a por diversas vezes ao meu lado, o que me deixava mais afortunado do que nunca por naquele momento fazer parte do final feliz do teu filme. Aconteceu perante gestos simples, viagens, paisagens irreais e num sem número de situações que me estão gravadas no coração e, tenho a certeza, estavam também guardadas no teu. Até ontem.
Esse é o problema dos filmes, habituamo-nos a que tenham final feliz e só esperamos que os créditos finais apareçam quando está tudo bem e resolvido, quando a câmara se afasta e não queremos que a cena seguinte estrague tudo. Mas não é sempre assim. Ontem passaram os créditos finais de um filme lindo, mas no momento errado. Não era aqui que acabava a história, não era assim. O projector já se apagou, as luzes do cinema já acenderam, o pano fechou e eu continuo sentado na sala a olhar lá para a frente. Não vai haver sequela, o realizador cansou-se de esperar pela actriz que teima em não aparecer. Parece que é mesmo verdade, o filme terminou mesmo. E agora tenho medo de ir à caixinha das recordações. THE END.

sexta-feira, novembro 24, 2006

quinta-feira, outubro 19, 2006

Trouxas

Hoje tentaram acicatar-me com trouxas de ovos. Sabes o que comi hoje ao almoço? Trouxas de ovos, disseram-me, na plena consciência de que sou bastante sensível ao facto. Salivei, mas respirei fundo e não me fiquei: Aqui em Lisboa? Daquelas amarelas esverdeadas com sabor a químico? E já experimentaste as das Caldas da Rainha, de um amarelinho vivo, cheias de calda, a saber mesmo a ovo?. Já está. Inveja aniquilada.

domingo, outubro 08, 2006

De volta?

Sabe-se lá porquê, este blogue esteve sem funcionar mais de um mês. Assim, sem explicação. Estava lá tudo, os posts, os comentários, mas a visita resultava numa singela página em branco. Acho que consegui ressuscitar isto. Vamos ver se agora tudo funciona e se estou de volta.

quarta-feira, agosto 09, 2006

segunda-feira, julho 24, 2006

O mito explicado

Que a obesidade tem uma componente genética, é um mito. E explica o jornal Público porquê: porque o pool de genótipo humano não se alterou substancialmente nas últimas décadas. Então é isso! E mais: a obesidade surge por se estar exposto a um ambiente obesogénico. Documentarmo-nos em jornais de referência é logo outra coisa. Vê-se que sabem lá daquilo.

quinta-feira, maio 11, 2006