sexta-feira, novembro 16, 2007

Noite grande em Lisboa


Foi, posso garantir-vos, uma grande noite. Foi ontem, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Faltou a senhora descolar-se um pouco mais das suas versões de estúdio, algo que faz sempre muita falta num concerto. Ainda assim, foi muito bom.



terça-feira, agosto 28, 2007

Alguém pediu...


... o verdadeiro artista português? De si, todo o video é já uma obra-prima, de qualidade internacional. Mas peço particular atenção para os passos de dança durante o instrumental e, como cereja no topo, o comentário do senhor, já quase no fim, quando larga um foguete para o ar.



Há mais de onde isto veio. Basta procurar Eduardo Mourato no youtube.com.

sexta-feira, agosto 24, 2007

100.º post

Foi o anterior. E foi hoje. Não, não haverá qualquer tipo de festejo, até porque com este post já são 101.

Socorro...

... os Smashing Pumpkins têm músicas novas! E os UHF também!

quinta-feira, agosto 23, 2007

Pérolas... de porcos

No espaço "Opinião Pública" – emitido de segunda a sexta na SIC Notícias – discutiu-se hoje a recente polémica da manifestação dos energúmenos da "Verde Eufémia" na plantação privada de milho transgénico de Silves. No meio das mais variadas intervenções surgiu a mais espectacular de todas, a de Gualter Baptista, nada mais nada menos do que o porta-voz da "Verde Eufémia". O diálogo, que tento aqui resumir, entre a jornalista e este indígena deixou-me ainda mais preocupado sobre toda esta questão e creio que fala por si:
SIC - Confirma então que está satisfeito com os efeitos obtidos com a manifestação da "Verde Eufémia" na semana passada?
Gualter Baptista - Sim, porque finalmente conseguimos levar à discussão o tema dos transgénicos.
SIC - E concorda com a forma como a manifestação foi feita, nos moldes em que decorreu?
GB - Compreendo que o formato da manifestação não seja consensual. Mas estamos num Estado democrático, e em democracia todas as manifestações são válidas.
SIC - Mesmo que essa manifestação tenha sido feita de forma ilegal? Sabe que a invasão daquela propriedade se trata de uma ilegalidade?
GB - Bom, foi menos de um hectare!
SIC - Ainda assim, sabe que houve consequências negativas. Sabe, por exemplo, que o proprietário da plantação chegou a ter uma ameaça de ataque cardíaco?
GB - Acho que há aqui um excesso de vitimização. Aliás, se o proprietário teve um princípio de ataque cardíaco, não sei porque foi, mas tem a ver, de certeza, com problemas de saúde.
Ora, meus amigos, a isto é que eu chamo uma grandessíssima BESTA.

terça-feira, agosto 21, 2007

Nem mais...

Este link, num comentário do meu último post, merece visita. Mesmo sem autorização do autor, tomei a liberdade de o colocar aqui mais à vista:
Obrigado Miguel.

sábado, agosto 18, 2007

Animais, inúteis parasitas!

Muito sinceramente, não consigo deixar de me sentir incomodado. Não consigo apaziguar uma revolta cada vez maior com os energúmenos que escondem a sua inutilidade numa sociedade atrás de movimentos ecologistas e outras hipócritas, fingidas e desleais ambientalices. Aos senhores da Verde Eufémia só posso chamar a atenção para um facto simples: se não têm de comer merda é porque há quem se mate a trabalhar para que tenham algo diariamente nos pratos às suas mesas. Este grupo de imbecis – que parecem sentir-se confortáveis a não fazer nenhum e a viver às custas de quem contribui para todos – não tem o direito de entrar em propriedade privada, destruir o trabalho dos outros e arruinar famílias em prol de uma ditadora imposição de ideais. Foi o que fizeram estes parasitas esta semana num campo de milho transgénico em Silves, gozando de uma incompreensível impunidade e tendo ainda o privilégio de serem assistidos pelas autoridades na defesa dos seus cínicos dogmas no meio da população. Ainda que se desse o caso de terem razão – pobres coitados, nem sabem o que defendem –, a atitude animalesca que escolheram para se promoverem deitou-os irredutivelmente por terra. Por isso, cavalheiros da Verde Eufémia (seja isso o que for), procurem emprego. Vão ver, seus calões, como essa frustração por terem consciência de que não servem para nada numa sociedade (o que vos leva a deitar abaixo o que outros constroem) deixa de vos incomodar. Ah, e já agora, vejam e aprendam como é que algumas entidades em Portugal, com uma atitude até bastante low profile, já conseguiram fazer em meia dúzia de anos muito mais pela consciência ecológica e ambiental dos portugueses do que várias gerações em muitas décadas.

quarta-feira, maio 23, 2007

Agora vai ser como se não houvesse amanhã

Dizia-me ontem um amigo, depois de felicitar-me pelo 35.º aniversário, que estou a atingir metade da longevidade média masculina em Portugal. E que, portanto, acrescentava ainda, agora vais ter de viver cada ano como se fosse o último. De maneira que hoje estou muito mais animado.

terça-feira, maio 15, 2007

Há quem goste de me fazer rir

Hoje, pouco depois das 10h, lá estava eu no Estádio da Luz. Por razões de trabalho, obviamente, assim de repente não vislumbraria outro motivo. Às tantas, depara-se-me um letreiro: Este Estádio também é seu. Mantenha-o limpo. E mais não digo.

segunda-feira, maio 14, 2007

A barreira da educação

Campanhas, campanhas e mais campanhas. Fazem-se por tudo e por nada. São inegavelmente úteis e têm por objectivo envolver o público e emocioná-lo face a necessidades que deveriam partir do puro civismo e educação. É esse o ponto: o civismo cria-se na educação, deveria partir das escolas. Não basta dizer que é necessário “ajudar a velhinha a atravessar”. É preciso, isso sim, que os cidadãos possam discernir de forma automática sobre as atitudes certas ou erradas perante uma sociedade que merece respeito.
Mas tudo isto para dizer o quê? Que as campanhas cada vez mais assentam na necessidade de embelezar estatísticas que façam com que um Governo fique bem na fotografia europeia. Campanhas de sensibilização rodoviária para reduzir o número de acidentes (quando o Governo é um dos principais culpados da sinistralidade); campanhas para separação dos lixos, campanhas para pedir factura e combater a evasão fiscal, etc., etc.
Na semana passada, numa sessão de blog zapping, fui parar ao blogue de um dos autores de um filme que me chamou a atenção para esta questão. Num pequeno trabalho de quase quatro minutos e para o qual não terá sido necessário gastar muito dinheiro, faz-se o que ainda não vi campanha nenhuma fazer. Limito-me a partilhar aqui convosco a pequena (grande) produção que reclama civismo numa das questões onde este mais escasseia em Portugal. Só que, lá está, para quê fazer campanhas sobre este assunto se depois o potencial retorno nada tem para mostrar de bonitinho em termos estatísticos?
Subscrevo inteiramente as preocupações de Ana Sofia Moutinho, Catarina Mendonça, David Silva, Marina Fernandes e Pedro Morgado. Fica aqui o meu contributo para motivar o combate a um problema que não é exclusivo de Braga (onde nasceu este projecto), mas que é um cancro do país inteiro. Senhoras e senhores, As Barreiras não se Desculpam, Evitam-se.


sábado, maio 12, 2007

O corte da fita

Sua Excelência, o Presidente da República, Sr. Ministro, Sra. Ministra, minhas senhoras e meus senhores, declaro que abri hoje a época do caracol. Bem temperadinhos e picantes, e bem regados pela bela imperial, uma travessa deles foi hoje o petisco pelas 19h. Até se me engelharam os dedos.

sexta-feira, maio 11, 2007

Na mouche

O Papa passou ontem uma mensagem de desincentivo às relações sexuais antes do casamento... no Brasil.

sexta-feira, abril 27, 2007

E?...

Excesso de álcool provoca uma em cada quatro mortes nas estradas portuguesas, foi ontem notícia. Fica por saber o que provoca as outras três mortes. Ou será que não convém?

quinta-feira, abril 26, 2007

Do marketing, do Eusébio e de outras fitas

Em pouco tempo, são muitas as histórias mal contadas. A Comunicação Social deixou-se enebriar mais uma vez por um caso que fede a léguas. Eusébio não foi sujeito a qualquer intervenção cirúrgica especial de corrida, não correu risco de vida e aceitou, isso sim, sujeitar-se a uma impostora manobra de promoção do novíssimo e a estrear Hospital da Luz. Os meios de comunicação caíram na ratoeira e acabaram por permitir o resultado pretendido por quem maquinou todo este processo. Pode não ser integralmente mentira o que acabou de se passar com Eusébio. Porém, foi tudo muito empolado numa grande manobra de marketing da unidade hospitalar. É que enquanto isso há portugueses efectivamente com grande mais-valia para o País em luta contra a vida, com casos bem mais sérios em mãos, e nem por isso o país é obrigado a engolir três conferências de imprensa por dia.

quarta-feira, abril 18, 2007

Que cheiro é este?

Já mete nojo. A guerra é entre quem? Entre os jornalistas e José Sócrates? Entre Sócrates e a Universidade Independente? Entre a Universidade Independente e o Governo? Nunca se saberá. Saberemos, sim, que há falta de seriedade de alguém. Quem fez a borrada e onde estão os erros? Pois que não me interessa se Sócrates é ou não engenheiro, é para o lado que durmo melhor. Interessa-me, sim, este particular momento de avaliação de carácter do primeiro-ministro e, por atacado, do Governo. O lavar de roupa suja a que assistimos vai acabar por nos esfregar com mentirosos e trafulhas na cara. Mas eu, pela parte que me toca, já cheguei à primeira conclusão sobre falta de seriedade num dos protagonistas de toda esta história: se a Universidade Independente tem consigo elementos relevantes, que os mostre às autoridades competentes de uma vez por todas, porque estes jogos de imprensa e de convocação de conferências para revelar “dados bombásticos” cheiram a podre que tresanda.

segunda-feira, março 26, 2007

quarta-feira, março 14, 2007

Há uns 38 dias a esta parte

Se já havia coisa que eu não conseguia assimilar era a expressão há “x” dias atrás, como se os dias pudessem ter sido à frente. Agora, não satisfeitos, alguns dão cabo de mim com a variante há uns “x” dias a esta parte. Como, por exemplo, já não escrevia nada neste blogue há uns 38 dias a esta parte.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Nunca mais é domingo

Estou farto. Não quero discutir e não quero ouvir nem mais um argumento. Já não aguento a demagogia de ambos os lados numa discussão em que já todos perdem a razão. A minha decisão foi tomada há muitos anos. Só tenho pena de ser obrigado a responder a um referendo quando o Governo não tem a coragem de tomar uma decisão. Sou contra os referendos. Ou são feitos para tudo ou não são feitos para nada. E um Governo, quando não tem coragem de avançar com assuntos "delicados", lava daí as suas mãos. Mas se assim o querem, lá estarei para responder. Já me decidi pelo "SIM" há muitos anos e sem quaisquer dúvidas. E seria bom que o assunto ficasse arrumado de uma vez por todas no domingo. Já enjoa.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Novo local de trabalho, novas experiências

O fantasma da estrada de Sintra

Peço-vos, por favor, que primeiro vejam este vídeo e só depois leiam o texto do post. Enriquece a experiência, garanto-vos.







Posso dizer que quase fui apanhado. Fiquei, no mínimo, surpreendido com estes sete minutos de filmagem. Mas passo a explicar: o cinema está a precisar de uma lufada de ar fresco. Quase tudo o que é possível fazer-se para o grande ecrã está gasto e isso impõe um desafio aos novos cineastas: inventar, trazer coisas novas e, claro está, surpreender. A verdadeira surpresa surgiu com Blair Witch Project. Amado por muitos, odiado por outros, a verdade é que o sucesso de bilheteira da ideia de Daniel Myrick e Eduardo Sánchez, em 1999, ultrapassou todas as fronteiras do que alguma vez se tinha feito. Ver o Blair Witch tornou-se apenas parte do “projecto”. Tudo o resto se desenrolou com o marketing gerado à volta da produção, fazendo com que grande parte do público acreditasse que estaríamos perante filmagens de um episódio verídico. Um grupo de amigos desaparece numa floresta, desencadeando-se investigações que não conseguiram mais do que as cassetes que estavam na câmara de video e que foram encontradas perdidas no bosque. O que foi veiculado na imprensa, na altura, e em documentários televisivos também fazia parte do “projecto”: fazer acreditar que o filme consiste no simples visionamento dessas cassetes. Ainda hoje, muitos dos que viram o filme acreditam tratar-se de um caso real. O local onde é suposto tudo ter acontecido, e que existe mesmo, foi alvo de um sem número de visitas de curiosos que queriam ver a “floresta assombrada”, provocando um real desassossego entre os moradores da pacata vila de Burkittsville, Maryland, nos Estados Unidos. “Blair Witch Project” é, para mim, um marco do cinema. Com ou sem falhas, surpreendeu-me e ainda hoje, oito anos depois, considero ser uma experiência cinematográfica inultrapassável.Mas tudo isto para dizer o quê? Para dizer que esta semana fui confrontado com um pequeno filme, uma curta-metragem de sete minutos de origem portuguesa que eu, com o maior descaramento, partilho convosco neste blogue. Chama-se A Curva e é da autoria de David Rebordão, um editor de vídeo freelancer de 32 anos de idade e que conseguiu, com meia-dúzia de recursos, fazer da sua produção caseira um dos filmes portugueses mais vistos no mundo. Está no YouTube, já mereceu duas páginas da edição de Novembro de 2006 da revista Visão e já fez de mim um fã do David que quer ver mais trabalhos seus. A Curva tem algumas falhas e clichées, pois tem, e não é um Blair Witch Project. Mas é uma lição das grandes, sobretudo para quem distribui subsídios à toa e esbanja dinheiros públicos em produções que raiam a ofensa. Ponham os olhos neste rapaz, porque vai longe. Tem um site, http://www.ovirus.com/, a que vou estar muito atento, porque quero ver mais disto.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

35

Até o meu telemóvel já me avisou que hoje é o teu aniversário. Como se eu não soubesse. E ainda nem fui comprar a tua penda.

terça-feira, janeiro 09, 2007

terça-feira, janeiro 02, 2007

Resoluções de Ano Novo

Comer mais legumes

Arrumar o escritório

Enterrar os meus cartões de crédito bem fundo com o epitáfio Que ardam nos infernos

Fotografar (ainda mais) Portugal

Perder 15 quilos

Comprar a bicicleta

Escolher melhor o que leio

Escolher melhor as bolas de Berlim que como

Recomeçar o jardim

Reencontrar amigos (que o foram mesmo)

Colocar mais algumas peças no puzzle (da vida)

Rir

Recordar o que foi bom

Respirar muito

Compor (a) música

Matar saudades quando forem das que morrem

...

...

...entre outras

segunda-feira, janeiro 01, 2007

sábado, dezembro 30, 2006

Afinal, prendam-nos

Muito já discuti sobre isto. E a partir de hoje, tudo muda. És a favor da pena de morte? perguntaram-me amiúdas vezes. E a minha resposta chocava a generalidade dos presentes: Qual? A praticada nos Estados Unidos? A que não garante que inocentes morram por erro de justiça? Não, não sou a favor. Mas defendo a morte dos que reiteradamente ameaçam a vida de outros. Nas prisões só enchem, custam dinheiro à sociedade e uma vez exterminados teríamos a garantia de que tudo ficava bem. Ou seja, defendia a pena de morte, sim, embora em casos muito específicos, e não da forma gratuita com que muitas vezes é exercida. Dizia-o e considerava, por vezes, que a sociedade se revestia de algum cinismo quando repudiava por completo o meu ponto de vista. Pinochet foi disso um exemplo. A sua morte, há poucos dias, foi motivo de galanteios entre muitos dos que rejeitam taxativamente a pena de morte. Porém, hoje vi a notícia: Saddam Hussein foi executado esta madrugada, eram 3h00 em Lisboa. Tinha sido enforcado, e a informação perturbou-me, gelou-me da cabeça aos pés. Mesmo tratando-se do comprovado e corroborado assassino que foi, a mesquinhez do acto explodiu como uma bomba na razão. Estava ali, a nu, a barbaridade e a crueldade de uma sociedade que parece ter recuado à idade das trevas apenas pela sede de vingança. Senti-me envergonhado. Saddam morreu e não vai fazer falta. Mas não deixo de estar aturdido com a facilidade com que se resolve um problema. Creio que agora sim, sem vergonha o digo, mudei de opinião. Não sou, de forma alguma, a favor da pena de morte.