quinta-feira, dezembro 20, 2007

Há 17 anos

Bem sei que os videos do YouTube são a melhor bengala do blogger, por isso começo por pedir desculpa pelo exagero do recurso a esta ferramenta no remenor. No entanto, há videos que são documentos perfeitos do que de bom se fez em Portugal. Num post muito recente fiz referência a um Herman José de outros tempos. Ontem comprei a Time Out, que esta semana vem acompanhada do bom e velho Crime na Pensão Estrelinha em DVD, um dos célebres programas de fim-de-ano do canal 1 da RTP (1990/91).
Em conversa com uma amiga sobre essa preciosidade, surgiu à memória este grande momento de televisão que se pode ver neste video:



Obrigado Irina por mo lembrares.

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Boa sorte com os palpites sobre o tempo que vai fazer amanhã

Quero aqui deixar duas felicitações. A duas casas que em Portugal têm desenvolvido uma arte de qualidade ímpar e que, efectivamente, não está ao alcance de qualquer artista. Duas instituições que devem ser perpetuadas e que decerto contribuem activamente para colocar Portugal no mapa da arte mundial.
Quero, por tudo isto, dar os meus parabéns ao Instituto de Meteorologia e à Autoridade Nacional de Protecção Civil. A primeira, faz-nos saber logo de manhã pelas notícias que está a chover quando lá fora faz sol e vice-versa. Acho que é arte, daquela de aplaudir. Já a Protecção Civil joga com a nobre arte do terror. É uma arte com uma esteticidade cromática, ainda por cima, porque atribui códigos de cor ao terror. Ele é alertas amarelos, laranja, enfim, um arco íris inteiro para criar um clima de ansiedade entre os seus públicos.
Desde quinta-feira que estão patentes na grande galeria pública os alertas amarelos e laranjas de frio para Lisboa. Que a capital iria ter temperaturas de 1º e etc., num registo muito pouco habitual para a região. Ora, que eu tenha lido posteriormente, parece que as mínimas até subiram, as máximas é que desceram, daí estarem 6º em Lisboa à hora a que faço esta postagem.
Hoje, as duas casas de artistas mantêm os seus alertas, numa espécie de um jogo de os manter até acertarem. O problema é que se não vier o frio que apregoam, os alertas vão continuar por aqui em Agosto. É que quando nevou em Lisboa há dois anos esqueceram-se de adivinhar tal coisa.
Lembram-se daqueles alertas fantásticos de mau tempo e tempestades em que depois não aconteceu nada? Pois é.

Já agora, vai estar muito vento em Lisboa amanhã, vejo eu aqui no mercado negro das previsões meteorológicas. Já avisaram a malta?

quinta-feira, dezembro 13, 2007

O longo percurso entre a anedota e a inteligência


Como em tudo e em todas as profissões, também na comédia há os mais e os menos inteligentes. Tenho para mim que para se ser um bom comediante a inteligência é um imperativo. Os meus amigos com maior sentido de humor são, simultaneamente, os mais inteligentes, e essa relação não é à toa, contrastando com os idiotas que contam anedotas e que se acham engraçados por isso. A anedota é, basicamente, a bengala de quem não sabe fazer mais e está, regra geral, associada aos níveis mais básicos de maturidade intelectual.
Voltando à questão da inteligência, entre os pontos que revelam maior maturidade num comediante está a arte de saber parar, de saber respirar. Foi neste ponto que falhou Herman José, quem eu já considerei em outras fases da minha vida a grande referência do humor em Portugal. Creio, porém, que já nada poderá salvar esta figura, pelo que o mais sensato é ficarmo-nos pelos tesouros dos anos 80 e inícios de 90 que a RTP há-de ter guardados a sete chaves.
Já outro exemplo mostra bem a estratégia inversa: Jerry Seinfeld, que baseia o seu humor na pura observação do quotidiano da sociedade (o que requer o mais alto nível de inteligência possível), soube dizer NÃO. É conhecida a história do cachet milionário que o comediante rejeitou para continuar a sua famosa sitcom de televisão. Recusou para proteger a sua imagem. Alguns anos depois, está de volta como voz off num filme de animação. A ver vamos se não faz nódoa em branco linho.
O que me traz, em Portugal, aos Gato Fedorento. Pararam. Souberam dizer o NÃO. Souberam demonstrar níveis elevados de inteligência em todas as fases da carreira, misturando perspicácia com a genialidade do nonsense britânico dos anos 70, e agora, mais uma vez, jogam a carta certa. Hão-de regressar saudosos, desejados e prontos para nova astúcia. Porém, é necessário que esta estratégia esteja concertada com a Comunicação Social. A capa de hoje da revista Visão é mais uma em poucas semanas a encher-nos de Gato Fedorento, Gato Fedorento e Gato Fedorento. Protegem os comediantes o que a imprensa desgasta. E talvez esteja na altura de parar também por aqui.

terça-feira, dezembro 11, 2007

segunda-feira, dezembro 10, 2007

A verdade sobre rodas

Cá para mim, aquilo do Saddam não era ele. Aquilo foi uma jogada qualquer dos americanos, porque o Saddam não se deixaria apanhar assim, ‘tá a ver? Atão um gajo que era rei de um país ia assim enfiar-se num buraco com uma mala cheia de dinheiro? Os americanos fingiram aquilo tudo, ‘tá a ver? O verdadeiro Saddam ainda está vivo.
Sabem muito, estes taxistas. Tenho de apanhar mais taxis para me desvendarem mistérios assim.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Coração soprado

Foi uma corrida, um triatlo, um triângulo, como quiserem chamar-lhe. Em menos de um mês, três concertos. Vanessa da Mata, Jorge Palma e, ontem, Clã. Foi por ordem crescente de qualidade, digo eu. Aos primeiros sinais da Vanessa ponho o rádio mais alto, nos trabalhos do Jorge revejo-me, mas os Clã sopram-me ao coração. Ontem, sem dúvida, sopraram-me ao coração. Sobretudo no momento que aqui partilho:

Sobressaltos no meu lado esquerdo

Ao longo da vida, muitas são as partidas que nos são pregadas pelo nosso lado esquerdo. Os Clã são, cada vez mais, cúmplices dos sobressaltos com que o meu lado esquerdo me tem mimoseado nos anos ainda mal enterrados na memória. Os Clã conhecem-me. Só posso acreditar nisso, porque no seu álbum mais recente, Cintura, há uma música que afianço ter sido escrita para mim. Esta é para o Ricardo, celebraram quando acabaram de compôr o Sexto Andar. Ontem fui vê-los na Aula Magna, em Lisboa. Manuela Azevedo pegou no microfone, virou-se para mim e explicou-me que a música até esteve quase para não ser gravada, porque ia-se perdendo entre bits e bytes que um dia acharam que se poderiam evadir de um computador. Ontem, os Clã tocaram-na, a minha música, aquela que foi feita para mim. Partilho-a convosco.


quarta-feira, dezembro 05, 2007

Quem usa casaco pelos ombros não usa relógios bonitos

Ele há coisas do diabo. Há sinais em certas pessoas com os quais embirro olimpicamente. Já o disse aqui no Ré Menor, não consigo cultivar confiança ou simpatia em relação a pessoas que usam o casaco pelos ombros sem enfiar os braços nas mangas. Esse obscuro e impenetrável hábito sempre me intrigou desde muito cedo.
Isto tudo para dizer o quê? Que, pelo inverso, eu deveria nutrir alguma empatia com pessoas de bom gosto, nomeadamente pessoas que usam relógios fabulosamente bonitos. Ou seja, quem usa casaco pelos ombros não usa relógios bonitos.
Se há algo em que reparo sempre em alguém, seja num jantar, reunião ou num simples aperto de mão, é no relógio. Considero esta subdivisão do vestuário uma das mais importantes e consideráveis marcas de imagem de alguém. Gosto de relógios, gosto de exibir sempre o que tenho no pulso e nunca deixo de espreitar os relógios alheios seja em que situação for. Ora, deveria então, por contraponto à história do casaco, simpatizar de uma forma imediata e automática com quem exiba um magnífico relógio. Pois que aprendi hoje que não deveria fazê-lo.

segunda-feira, dezembro 03, 2007

Genialidade sem preço

O primeiro passo foi dado para juntarmos o melhor de dois mundos. Quando os Radiohead disponibilizaram, em Outubro, o mais recente álbum numa inovadora modalidade de pay-what-you-want, a estalada sem mão às editoras pareceu fatal. Enquanto muitos músicos, sobretudo norte-americanos, se manifestam em desagrado perante os elevados preços dos discos, contestando a chulice das grandes labels que insistem na ganância, os britânicos liderados por Thom Yorke passaram à acção e começaram uma caminhada para provar como se pode fazer chegar aos fãs boa qualidade sem que estes tenham de pagar caro por isso.

Como seria de esperar, a guerra não tardou. Soube-se hoje que os Radiohead, tal como o Prince – que distribuiu o seu último álbum com um jornal inglês –, não vão ver os seus nomes entre os candidatos aos Brit Awards, uma vez que não seguiram as regras. Posso, no entanto, adivinhar o que se poderá passar agora com os Radiohead: In Rainbows, o álbum de que estamos a falar, é um dos mais belos e geniais trabalhos musicais das últimas muitas décadas. A banda de Thom Yorke provou que consegue superar-se a si própria e produziu aquele que em poucos dias se tornou nos álbuns mais ouvidos por mim de entre toda a minha colecção acumulada ao longo de anos. Riem-se as editoras, porque a estratégia de pay-what-you-want dos Radiohead revelou-se um tremendo fracasso – 62% dos downloaders não pagaram um tostão pelo trabalho. Mas creio que ri melhor quem ri por último quando se fizerem as contas às receitas dos concertos de uma (ainda não anunciada) tournée que já gera muitas ansiedades.

Até lá, deliciemo-nos com o que temos:

sexta-feira, novembro 30, 2007

País de merda

O Presidente da Assembleia da República e os deputados adeptos do Benfica juntaram-se ontem num jantar abastecidos de cachecóis e camisolas oficiais do clube. O repasto teve também à mesa Luís Filipe Vieira e Petit, que presentearam Jaime Gama com uma camisola oficial. Creio que pouco mais será necessário dizer para justificar o título deste post.

Revolução, parte II

Bom... poucas horas depois, cá vai a primeira correcção ao post anterior. Já me vieram dizer que o Luís Nazaré limitou-se a aprovar o nome Phone-ix, que a ideia nem lhe passava pela cabeça. Ainda assim, aceitar tal ousadia para os CTT já é meritório. Digo eu.

quinta-feira, novembro 29, 2007

Uma revolução, foda-se!

Posso ser eu que sou obtuso, já não ponho de parte essa hipótese. As discussões com os meus colegas de trabalho – para que conste, sector da comunicação, branding e essas coisas todas que dão nome e sucesso às empresas – têm sido em tom mais elevado ultimamente desde que decidi defender com unhas e dentes a genial ideia do nome do novo operador móvel dos CTT. Phone-Ix. Para vos ser sincero, gostaria de ter sido eu o autor. Orgulhar-me-ia disso.
Recentemente passou-me pelas mãos o desafio de aliar a palavra Revolução à comunicação. Fi-lo de uma forma sincera e nada forçada no sentido em que a comunicação esgota-se, por vezes, de tal forma que só mesmo fazendo uma revolução na forma de passar a mensagem se consegue eficiência neste campo. Foi isso que os CTT fizeram. Folgo em ver que uma empresa com todo o peso institucional que é apanágio de quem está sob os cordelinhos estatais foi capaz de ousar, criando uma Revolução na sociedade e, pelo que já se constou, nos públicos internos da empresa de Correios, Telégrafos e Telefones.
Defendo a marca Phone-Ix porque acho-a perfeita para o público-alvo que procura. Defendo-a mesmo antes de conhecer o seu racional – porque decerto terá um – e mesmo sabendo que corro o risco de nunca mais me considerarem numa reunião de brainstorming para um naming de um cliente meu.
Disseram-me que a defendo porque não tenho filhos, porque de outra forma não pensaria assim. Lamento, mas ainda assim gostaria de dar os meus parabéns ao Luís Nazaré. Tive oportunidade de conhecê-lo pessoalmente enquanto jornalista e sei como pensa e como as suas ideias poderiam ser replicadas em outros organismos para dar cabo das traças e do cheiro a mofo que se sente ao abrir da porta de uma instituição estatal deste país.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Orgulho quê?

Ora começo este post por reconhecer que ao escrevê-lo posso estar a cair no logro. Ou seja, como provavelmente terá sido a intenção de quem idealizou esta campanha, ao criticá-la vou contribuir para lhe dar asas publicitárias. Mas quanto a isso não há volta a dar, portanto...
Refiro-me à novíssima campanha da cerveja Tagus, que assenta a sua comunicação na criação de uma comunidade heterossexual. Obviamente que não foi com demora que a primeira queixa caiu no Instituto Civil da Autodisciplina da Publicidade, vinda podemos adivinhar de quem.
Para a Sumol, esta campanha assinada pela Lowe & Partners vai, de uma forma disruptiva, baralhar alguns dos clichés existentes na sociedade e criar uma comunidade que se orgulha de ser heterossexual. Pois, está muito bem, mas para mim continuará a não ser mais do que uma campanha de um abstruso mau gosto.
Mas há que ver as coisas pelos dois lados. Imbecilidade por imbecilidade, creio que as chamadas paradas de orgulho gay, ainda pouco ou nada frequentes em Portugal, criam aquilo a que se chama uma situação de telhados de vidro, ainda que defenda que a comunicação da Tagus não deva, por isso, ir tão baixo.

Portanto, e para todos, curem-se lá da idiotia aguda e orgulhem-se lá então disso.

quinta-feira, novembro 22, 2007

quarta-feira, novembro 21, 2007

Há muito que não vou a um concerto teu, Jorge


Caro Jorge,

Escrevo-te esta carta aberta porque fui ontem ver um concerto teu. No Coliseu de Lisboa. Queria começar por te dizer que gostei muito e que continuo a achar-te uma referência da música portuguesa. Mereces a casa cheia que ontem te recebeu e muito mais.
Mas peço-te também que me perdoes o egoísmo. Passo a explicar: este não é o teu concerto que eu queria ver. Saí da sala, depois do espectáculo, a pensar isto não é um concerto do Jorge. Um concerto teu, desculpa lá que te diga, tem de ser muito mais intimista e informal, porque seria o que bateria certo com a proximidade que consegues de quem gosta de te ouvir.
Lembras-te, uma vez, de quando tocaste no extinto Ritz Club, ali ao pé da Praça da Alegria, em Lisboa? Quando te sentaste ao piano e, lá de cima, do palco, dialogavas connosco como se estivesses em tua casa? Nós pedíamos e tu tocavas. Não me conheces de lado nenhum, mas naquela noite – desculpa lá, não me lembro da data – parecíamos todos um grupo de amigos que se conheciam há muito tempo. Ouvíamos-te, provocávamos-te e tu regias e respondias. Acompanhávamos-te com uma cerveja nas mãos, entre bafos de um inocente porro e quando terminaste o teu espectáculo desceste do palco e vieste beber uma cerveja connosco. Ora aqui está uma bela memória que tenho de um espectáculo teu, também de casa cheia, embora à sua maneira, aquela maneira bem especial do velho Ritz que tenho a certeza de que te lembras bem.
Então e o Johnny Guitar? Recordas-te? Palma’s Gang no Johnny Guitar. Eh pá, que fixe que foi!
Mas deixa-me falar-te então um bocadinho do teu concerto de ontem. Fiquei feliz por ver que aquele espírito que é teu apanágio se mantém. Trocaste três ou quatro piadas com o público, improvisaste no piano e tentaste não seguir regras. Pelo menos tentaste. E é isso que se espera de ti. Mas eu não tinha uma cerveja na mão, porque não se podia. Não podia levantar-me do meu lugar e andar livremente na sala, porque não se podia. Só nos podíamos levantar e sentar quando uns senhores maus que por lá andavam nos deixavam. Fiquei sentadinho e quietinho a ouvir-te tocar, muito pouco descontraído.
Vês a foto que junto a este post? Foi tirada a medo, por isso ficou assim. Eu sei que as regras dizem que não se pode fotografar. Mas que mal poderá fazer uma inocente foto feita com um telemóvel sem qualidade? Não é por isso que te roubamos a alma ou deixamos de proteger a tua imagem. Mas os senhores maus pareciam uns falcões, distribuindo reprimendas por quem se portasse mal.
Desculpa-me a franqueza, Jorge, mas tenho saudades de um concerto teu. Um concerto a sério. Há muito tempo que não vou a um concerto do Jorge.
Um grande abraço deste que te estima. Vamo-nos vendo por aí, pá.

sexta-feira, novembro 16, 2007

Noite grande em Lisboa


Foi, posso garantir-vos, uma grande noite. Foi ontem, no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Faltou a senhora descolar-se um pouco mais das suas versões de estúdio, algo que faz sempre muita falta num concerto. Ainda assim, foi muito bom.



terça-feira, agosto 28, 2007

Alguém pediu...


... o verdadeiro artista português? De si, todo o video é já uma obra-prima, de qualidade internacional. Mas peço particular atenção para os passos de dança durante o instrumental e, como cereja no topo, o comentário do senhor, já quase no fim, quando larga um foguete para o ar.



Há mais de onde isto veio. Basta procurar Eduardo Mourato no youtube.com.

sexta-feira, agosto 24, 2007

100.º post

Foi o anterior. E foi hoje. Não, não haverá qualquer tipo de festejo, até porque com este post já são 101.

Socorro...

... os Smashing Pumpkins têm músicas novas! E os UHF também!

quinta-feira, agosto 23, 2007

Pérolas... de porcos

No espaço "Opinião Pública" – emitido de segunda a sexta na SIC Notícias – discutiu-se hoje a recente polémica da manifestação dos energúmenos da "Verde Eufémia" na plantação privada de milho transgénico de Silves. No meio das mais variadas intervenções surgiu a mais espectacular de todas, a de Gualter Baptista, nada mais nada menos do que o porta-voz da "Verde Eufémia". O diálogo, que tento aqui resumir, entre a jornalista e este indígena deixou-me ainda mais preocupado sobre toda esta questão e creio que fala por si:
SIC - Confirma então que está satisfeito com os efeitos obtidos com a manifestação da "Verde Eufémia" na semana passada?
Gualter Baptista - Sim, porque finalmente conseguimos levar à discussão o tema dos transgénicos.
SIC - E concorda com a forma como a manifestação foi feita, nos moldes em que decorreu?
GB - Compreendo que o formato da manifestação não seja consensual. Mas estamos num Estado democrático, e em democracia todas as manifestações são válidas.
SIC - Mesmo que essa manifestação tenha sido feita de forma ilegal? Sabe que a invasão daquela propriedade se trata de uma ilegalidade?
GB - Bom, foi menos de um hectare!
SIC - Ainda assim, sabe que houve consequências negativas. Sabe, por exemplo, que o proprietário da plantação chegou a ter uma ameaça de ataque cardíaco?
GB - Acho que há aqui um excesso de vitimização. Aliás, se o proprietário teve um princípio de ataque cardíaco, não sei porque foi, mas tem a ver, de certeza, com problemas de saúde.
Ora, meus amigos, a isto é que eu chamo uma grandessíssima BESTA.

terça-feira, agosto 21, 2007

Nem mais...

Este link, num comentário do meu último post, merece visita. Mesmo sem autorização do autor, tomei a liberdade de o colocar aqui mais à vista:
Obrigado Miguel.

sábado, agosto 18, 2007

Animais, inúteis parasitas!

Muito sinceramente, não consigo deixar de me sentir incomodado. Não consigo apaziguar uma revolta cada vez maior com os energúmenos que escondem a sua inutilidade numa sociedade atrás de movimentos ecologistas e outras hipócritas, fingidas e desleais ambientalices. Aos senhores da Verde Eufémia só posso chamar a atenção para um facto simples: se não têm de comer merda é porque há quem se mate a trabalhar para que tenham algo diariamente nos pratos às suas mesas. Este grupo de imbecis – que parecem sentir-se confortáveis a não fazer nenhum e a viver às custas de quem contribui para todos – não tem o direito de entrar em propriedade privada, destruir o trabalho dos outros e arruinar famílias em prol de uma ditadora imposição de ideais. Foi o que fizeram estes parasitas esta semana num campo de milho transgénico em Silves, gozando de uma incompreensível impunidade e tendo ainda o privilégio de serem assistidos pelas autoridades na defesa dos seus cínicos dogmas no meio da população. Ainda que se desse o caso de terem razão – pobres coitados, nem sabem o que defendem –, a atitude animalesca que escolheram para se promoverem deitou-os irredutivelmente por terra. Por isso, cavalheiros da Verde Eufémia (seja isso o que for), procurem emprego. Vão ver, seus calões, como essa frustração por terem consciência de que não servem para nada numa sociedade (o que vos leva a deitar abaixo o que outros constroem) deixa de vos incomodar. Ah, e já agora, vejam e aprendam como é que algumas entidades em Portugal, com uma atitude até bastante low profile, já conseguiram fazer em meia dúzia de anos muito mais pela consciência ecológica e ambiental dos portugueses do que várias gerações em muitas décadas.

quarta-feira, maio 23, 2007

Agora vai ser como se não houvesse amanhã

Dizia-me ontem um amigo, depois de felicitar-me pelo 35.º aniversário, que estou a atingir metade da longevidade média masculina em Portugal. E que, portanto, acrescentava ainda, agora vais ter de viver cada ano como se fosse o último. De maneira que hoje estou muito mais animado.

terça-feira, maio 15, 2007

Há quem goste de me fazer rir

Hoje, pouco depois das 10h, lá estava eu no Estádio da Luz. Por razões de trabalho, obviamente, assim de repente não vislumbraria outro motivo. Às tantas, depara-se-me um letreiro: Este Estádio também é seu. Mantenha-o limpo. E mais não digo.

segunda-feira, maio 14, 2007

A barreira da educação

Campanhas, campanhas e mais campanhas. Fazem-se por tudo e por nada. São inegavelmente úteis e têm por objectivo envolver o público e emocioná-lo face a necessidades que deveriam partir do puro civismo e educação. É esse o ponto: o civismo cria-se na educação, deveria partir das escolas. Não basta dizer que é necessário “ajudar a velhinha a atravessar”. É preciso, isso sim, que os cidadãos possam discernir de forma automática sobre as atitudes certas ou erradas perante uma sociedade que merece respeito.
Mas tudo isto para dizer o quê? Que as campanhas cada vez mais assentam na necessidade de embelezar estatísticas que façam com que um Governo fique bem na fotografia europeia. Campanhas de sensibilização rodoviária para reduzir o número de acidentes (quando o Governo é um dos principais culpados da sinistralidade); campanhas para separação dos lixos, campanhas para pedir factura e combater a evasão fiscal, etc., etc.
Na semana passada, numa sessão de blog zapping, fui parar ao blogue de um dos autores de um filme que me chamou a atenção para esta questão. Num pequeno trabalho de quase quatro minutos e para o qual não terá sido necessário gastar muito dinheiro, faz-se o que ainda não vi campanha nenhuma fazer. Limito-me a partilhar aqui convosco a pequena (grande) produção que reclama civismo numa das questões onde este mais escasseia em Portugal. Só que, lá está, para quê fazer campanhas sobre este assunto se depois o potencial retorno nada tem para mostrar de bonitinho em termos estatísticos?
Subscrevo inteiramente as preocupações de Ana Sofia Moutinho, Catarina Mendonça, David Silva, Marina Fernandes e Pedro Morgado. Fica aqui o meu contributo para motivar o combate a um problema que não é exclusivo de Braga (onde nasceu este projecto), mas que é um cancro do país inteiro. Senhoras e senhores, As Barreiras não se Desculpam, Evitam-se.


sábado, maio 12, 2007

O corte da fita

Sua Excelência, o Presidente da República, Sr. Ministro, Sra. Ministra, minhas senhoras e meus senhores, declaro que abri hoje a época do caracol. Bem temperadinhos e picantes, e bem regados pela bela imperial, uma travessa deles foi hoje o petisco pelas 19h. Até se me engelharam os dedos.

sexta-feira, maio 11, 2007

Na mouche

O Papa passou ontem uma mensagem de desincentivo às relações sexuais antes do casamento... no Brasil.

sexta-feira, abril 27, 2007

E?...

Excesso de álcool provoca uma em cada quatro mortes nas estradas portuguesas, foi ontem notícia. Fica por saber o que provoca as outras três mortes. Ou será que não convém?

quinta-feira, abril 26, 2007

Do marketing, do Eusébio e de outras fitas

Em pouco tempo, são muitas as histórias mal contadas. A Comunicação Social deixou-se enebriar mais uma vez por um caso que fede a léguas. Eusébio não foi sujeito a qualquer intervenção cirúrgica especial de corrida, não correu risco de vida e aceitou, isso sim, sujeitar-se a uma impostora manobra de promoção do novíssimo e a estrear Hospital da Luz. Os meios de comunicação caíram na ratoeira e acabaram por permitir o resultado pretendido por quem maquinou todo este processo. Pode não ser integralmente mentira o que acabou de se passar com Eusébio. Porém, foi tudo muito empolado numa grande manobra de marketing da unidade hospitalar. É que enquanto isso há portugueses efectivamente com grande mais-valia para o País em luta contra a vida, com casos bem mais sérios em mãos, e nem por isso o país é obrigado a engolir três conferências de imprensa por dia.

quarta-feira, abril 18, 2007

Que cheiro é este?

Já mete nojo. A guerra é entre quem? Entre os jornalistas e José Sócrates? Entre Sócrates e a Universidade Independente? Entre a Universidade Independente e o Governo? Nunca se saberá. Saberemos, sim, que há falta de seriedade de alguém. Quem fez a borrada e onde estão os erros? Pois que não me interessa se Sócrates é ou não engenheiro, é para o lado que durmo melhor. Interessa-me, sim, este particular momento de avaliação de carácter do primeiro-ministro e, por atacado, do Governo. O lavar de roupa suja a que assistimos vai acabar por nos esfregar com mentirosos e trafulhas na cara. Mas eu, pela parte que me toca, já cheguei à primeira conclusão sobre falta de seriedade num dos protagonistas de toda esta história: se a Universidade Independente tem consigo elementos relevantes, que os mostre às autoridades competentes de uma vez por todas, porque estes jogos de imprensa e de convocação de conferências para revelar “dados bombásticos” cheiram a podre que tresanda.