Mas, voltando aos pontos de tertúlia "redaccionária", ontem repeti um gesto bem à moda antiga: fui ao snob comer um bife. Não, não estou a ser invadido por nostalgias jornaleiras, mas notei bem as diferenças. Não conheci mais do que uma ou duas alminhas presentes, o bife já não é assim tão bom e em vez de lá ir com a rapaziada de outros tempos fui apresentar este espaço de culto da ex-noite de Lisboa a um "cúmplice" da minha nova actividade profissional. Lembro-me de ter comentado, às tantas, que não me recordo se esta sala era assim.
Então sim, já com um pouco de nostalgia, lembro-me agora que "conto" histórias até a quem me ensinou a ser jornalista, recordo-me do Luís Paixão Martins como a fonte da minha primeira história alguma vez publicada (creio que ao fim de 16 anos já não haverá problema em revelar fontes sobre uma tal de "Construções Técnicas, S.A.") e faço a vénia aos inúmeros corretores que de vez em quando me explicavam porque é que tantas mil acções da empresa X ou Y passavam daqui para ali e para estar com atenção aos próximos dias.
Hoje faço gestão de comunicação e os meus "novos" destinatários vão seguramente comer o bife para outras paragens. Mas um dia destes, garanto, lá estarei de novo a degustar a vazia do snob.
Já agora, ainda que não tenha nada a ver com o assunto, vou ser pai em Julho.

