Quando damos por ela, já partilhamos o que juraríamos serem segredos só nossos. Mas, também, de que outro modo descobriríamos quem os entende?
terça-feira, fevereiro 26, 2008
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
Tenham medo. Tenham muito medo
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
O sucesso do emigrante
terça-feira, fevereiro 19, 2008
Cá está:
O temporal que ontem arrasou a capital pode regressar já hoje, com nova vaga de chuvas fortes. O Instituto de Meteorologia elevou o alerta para Amarelo para os distritos de Lisboa e Leiria devido à previsão de chuva forte.
Lusa
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
Nem imaginam como estimo o meu pátio
Gostaria de partilhar algo convosco: a minha casa tem um pátio. É um pequeno terraço pelo qual nutro muita simpatia. É um espaço que me permite dedicar a um grande passatempo meu, a minha colecção de Bonsai. Tem uma mesinha, cadeiras, dá para ler sossegadamente um livro e no Verão enche-se de amigos para os petiscos. O que quero dizer, mais precisamente, é que estimo muito este espaço, e por isso tenho de ter um especial cuidado com ele, porque é murado a toda a volta, o piso não tem inclinação e em madrugadas como a que Lisboa viveu hoje as chuvas torrenciais poderiam tranformá-lo num inesperado e indesejado tanque. Posso garantir-vos que dificilmente alguém encontrará local mais sujeito às surpresas de uma chuvada do que aquele. Mas tal não aconteceu, e posso arriscar um palpite para o explicar. Tenho para mim que é porque o escoador que está bem no centro da tijoleira é limpo regularmente. E porque é que o limpo assiduamente? Bom, acho que é mesmo porque estimo muito o meu pátio.O Pedro e o Lobo
Não é a primeira vez que falo neste assunto, mas eu sou assim, teimoso. A Autoridade Nacional para a Protecção Civil adora brincar com os alertas que vemos aqui ao lado. Ele é laranja, ele é amarelo, por tudo e por nada. Desta vez talvez até houvesse razão para um desses avisos coloridos que vivem para ser comentados à mesa do café de bairro, mas a verdade é que o primeiro comunicado da ANPC sobre a chuva intensa que se fez sentir esta madrugada em Lisboa data de hoje, às 13h45, fazendo então as suas recomendações de protecção. Já o Instituto de Meteorologia tinha dito que "o pior já passou".sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Há horas próprias para tudo
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Os resguardados
Já se percebe que "facção" defendo, está bom de ver. Por isso esperava mais de um Luís Paixão Martins que permitiu que os raciocínios que partilha connosco no seu blogue tivessem sido usados contra si. Ter-se-á esquecido que Pacheco Pereira é dos líderes de opinião mais inteligentes no uso da palavra e, em momentos de insegurança, resguardou-se no seu sentido de humor, efectivamente brilhante. O post de LPM sobre a necessidade de serviços de comunicação de Pedro Santana Lopes é claríssimo. Perante um Pacheco Pereira que fingiu não ter percebido o seu significado, Paixão Martins não soube defender-se da forma mais esperada, criando-se um sistema em que quem fala por último fica com a (aparente) razão. Um discurso de brincalhão a puxar à gargalhada da audiência não chega para destronar um Pacheco Pereira resguardado numa demagogia fácil de defender. Luís Paixão Martins esqueceu-se que o trabalho mais difícil iria ser o seu.
Tenho pena. Fico-me então pela versão escrita de Luís Paixão Martins, que me parece mais coerente no raciocínio e em bastante maior sintonia com o meu conceito de consultoria de comunicação.
quarta-feira, janeiro 30, 2008
Serei visionário?
terça-feira, janeiro 29, 2008
(Não) sei bem o que andaste a fazer
sexta-feira, janeiro 25, 2008
Snob
Mas, voltando aos pontos de tertúlia "redaccionária", ontem repeti um gesto bem à moda antiga: fui ao snob comer um bife. Não, não estou a ser invadido por nostalgias jornaleiras, mas notei bem as diferenças. Não conheci mais do que uma ou duas alminhas presentes, o bife já não é assim tão bom e em vez de lá ir com a rapaziada de outros tempos fui apresentar este espaço de culto da ex-noite de Lisboa a um "cúmplice" da minha nova actividade profissional. Lembro-me de ter comentado, às tantas, que não me recordo se esta sala era assim.
Então sim, já com um pouco de nostalgia, lembro-me agora que "conto" histórias até a quem me ensinou a ser jornalista, recordo-me do Luís Paixão Martins como a fonte da minha primeira história alguma vez publicada (creio que ao fim de 16 anos já não haverá problema em revelar fontes sobre uma tal de "Construções Técnicas, S.A.") e faço a vénia aos inúmeros corretores que de vez em quando me explicavam porque é que tantas mil acções da empresa X ou Y passavam daqui para ali e para estar com atenção aos próximos dias.
Hoje faço gestão de comunicação e os meus "novos" destinatários vão seguramente comer o bife para outras paragens. Mas um dia destes, garanto, lá estarei de novo a degustar a vazia do snob.
Já agora, ainda que não tenha nada a ver com o assunto, vou ser pai em Julho.
terça-feira, janeiro 22, 2008
Mas que parvoice!
domingo, janeiro 20, 2008
quarta-feira, janeiro 16, 2008
segunda-feira, janeiro 14, 2008
Nova lei anti-não fumador
Outra coisa que me anda a provocar micoses é a merda que são agora os outrora salutares convívios durante uma refeição em restaurante. Ou sou obrigado a ir para uma sala onde o nevoeiro convida o D. Sebastião a regressar da posição de gatas em que se diz ter sido sodo... "trespassado" em Alcácer Quibir ou terei de assistir ao degradante espectáculo dos meus convivas a engolirem de uma só garfada o que têm no prato para irem chupar nicotina como se não houvesse amanhã, deitando de rastos qualquer cavaqueira, quer das amenas, quer das outras.
Ora, a isto tudo soma-se o mau humor com que os portugueses se têm presenteado entre si desde o início do ano e posso dizer-vos com franqueza: se vejo na rua o cabrão que inventou esta lei, galgo o passeio com o carro.
quinta-feira, janeiro 10, 2008
Este post...
Um grande bem haja.
segunda-feira, janeiro 07, 2008
sexta-feira, janeiro 04, 2008
Entrada de joelhos
quinta-feira, janeiro 03, 2008
sexta-feira, dezembro 28, 2007
Mostra-me o teu iPod, dir-te-ei quem és II
Radiohead;
dEUS;
David Byrne (mais do que Talking Heads);
Dianne Reeves;
Lisa Ekdhal;
Pearl Jam;
Zero 7;
Lamb;
Morcheeba;
Doors;
R.E.M.;
Silje Nergaard;
Tom Waits;
Clã;
Jorge Palma;
Ben Harper;
Caetano Veloso;
Belle and Sebastian;
Arcade Fire;
(...)
Mostra-me o teu iPod, dir-te-ei quem és
edição de Janeiro de 2008 da revista SuperInteressante publica um artigo que se me afigura como um dos mais interessantes que tive oportunidade de ler nos últimos anos. Costumo ser muito céptico em relação a conclusões científicas avulsas, dessas que dizem que daqui a X anos vai acontecer aquilo e aqueloutro com o clima, por exemplo, mas neste caso a proximidade das conclusões aos casos reais que me estão próximos são impressionantes.
Reza o artigo, e aqui não há novidade, que há uma estreita relação entre a personalidade e os gostos musicais. Mas aprofundados os estudos de neuromúsica temos então o seguinte:A
Pop e country - Pessoas mais convencionais e optimistas;
Heavy Metal - Associado a pessoas curiosas, atléticas e habituais cabecilhas sociais;
Hip-hop e funcky - Extroversão, energia, elevada auto-estima;
Apreciadores de Madonna ou a banda sonora de Danças Com Lobos - Pessoas conservadoras, endinheiradas, agradáveis e emocionalmente instáveis;
Ópera e música clássica - Nível superior de educação, mas péssimos condutores, verdadeiros perigos ao volante. Preferem vinho à cerveja;
Dance e house - Os apreciadores destes estilos costumam viajar com frequência;
Amantes de rock e pop dos anos 60 - Franja mais atingida pelo desemprego, mas os psicólogos desvalorizam esta relação devido à faixa etária;
Filmes musicais - Raramente tocam em álcool.
Há mais. Porém, interessantes são ainda outras conclusões como o facto de os apreciadores de música DJ, hip-hop, dance e house terem propensão para serem solteiros, mas quando arranjam uma relação estável passam a gostar de country, blues, pop e música clássica.
Um estudo feito sobre um distúrbio mental de um italiano de 68 anos (demência fronto-temporal) descobriu durante o processo que o paciente abandonara, subitamente, o hábito de ouvir música clássica para escutar no volume mais alto possível um conhecido cantor pop italiano cujas canções lhe tinham sempre merecido o epíteto de ruído de merda.
Portanto, em futuros conhecimentos, sejam de negócios ou outros, peçam sempre uma consulta ao iPod.
segunda-feira, dezembro 24, 2007
Nome: Larry Stewart, Pai Natal para os amigos
Tudo indicava, portanto, que a história acabaria assim, sem que muitos pelo mundo a conhecessem. Porém, chegados estes dias, a obra de Larry Stewart mantém-se: há um seguidor, um outro “Pai Natal Secreto” que este ano distribuiu notas de cem dólares e outros presentes pelo Kansas. Nas notas de dinheiro constava apenas um carimbo a vermelho com o nome de Larry: Larry Stewart: Secret Santa, pode ler-se. Mas pouco mais se sabe sobre o novo benfeitor.
Esta história atingiu proporções tais que foi já criado um site de recrutamento de Pais Natais secretos para que a iniciativa se espalhe pelo mundo.
Anti-americanismos à parte, recomendo vivamente uma visita a http://www.secretsantaworld.net/ e partilho convosco esta reportagem que tanto diz, feita pela cadeia de televisão KMBC-TV, do Kansas.
quinta-feira, dezembro 20, 2007
Há 17 anos
segunda-feira, dezembro 17, 2007
Boa sorte com os palpites sobre o tempo que vai fazer amanhã
Quero aqui deixar duas felicitações. A duas casas que em Portugal têm desenvolvido uma arte de qualidade ímpar e que, efectivamente, não está ao alcance de qualquer artista. Duas instituições que devem ser perpetuadas e que decerto contribuem activamente para colocar Portugal no mapa da arte mundial.
Quero, por tudo isto, dar os meus parabéns ao Instituto de Meteorologia e à Autoridade Nacional de Protecção Civil. A primeira, faz-nos saber logo de manhã pelas notícias que está a chover quando lá fora faz sol e vice-versa. Acho que é arte, daquela de aplaudir. Já a Protecção Civil joga com a nobre arte do terror. É uma arte com uma esteticidade cromática, ainda por cima, porque atribui códigos de cor ao terror. Ele é alertas amarelos, laranja, enfim, um arco íris inteiro para criar um clima de ansiedade entre os seus públicos.
Desde quinta-feira que estão patentes na grande galeria pública os alertas amarelos e laranjas de frio para Lisboa. Que a capital iria ter temperaturas de 1º e etc., num registo muito pouco habitual para a região. Ora, que eu tenha lido posteriormente, parece que as mínimas até subiram, as máximas é que desceram, daí estarem 6º em Lisboa à hora a que faço esta postagem.
Hoje, as duas casas de artistas mantêm os seus alertas, numa espécie de um jogo de os manter até acertarem. O problema é que se não vier o frio que apregoam, os alertas vão continuar por aqui em Agosto. É que quando nevou em Lisboa há dois anos esqueceram-se de adivinhar tal coisa.
Lembram-se daqueles alertas fantásticos de mau tempo e tempestades em que depois não aconteceu nada? Pois é.
Já agora, vai estar muito vento em Lisboa amanhã, vejo eu aqui no mercado negro das previsões meteorológicas. Já avisaram a malta?
quinta-feira, dezembro 13, 2007
O longo percurso entre a anedota e a inteligência

Voltando à questão da inteligência, entre os pontos que revelam maior maturidade num comediante está a arte de saber parar, de saber respirar. Foi neste ponto que falhou Herman José, quem eu já considerei em outras fases da minha vida a grande referência do humor em Portugal. Creio, porém, que já nada poderá salvar esta figura, pelo que o mais sensato é ficarmo-nos pelos tesouros dos anos 80 e inícios de 90 que a RTP há-de ter guardados a sete chaves.
Já outro exemplo mostra bem a estratégia inversa: Jerry Seinfeld, que baseia o seu humor na pura observação do quotidiano da sociedade (o que requer o mais alto nível de inteligência possível), soube dizer NÃO. É conhecida a história do cachet milionário que o comediante rejeitou para continuar a sua famosa sitcom de televisão. Recusou para proteger a sua imagem. Alguns anos depois, está de volta como voz off num filme de animação. A ver vamos se não faz nódoa em branco linho.
O que me traz, em Portugal, aos Gato Fedorento. Pararam. Souberam dizer o NÃO. Souberam demonstrar níveis elevados de inteligência em todas as fases da carreira, misturando perspicácia com a genialidade do nonsense britânico dos anos 70, e agora, mais uma vez, jogam a carta certa. Hão-de regressar saudosos, desejados e prontos para nova astúcia. Porém, é necessário que esta estratégia esteja concertada com a Comunicação Social. A capa de hoje da revista Visão é mais uma em poucas semanas a encher-nos de Gato Fedorento, Gato Fedorento e Gato Fedorento. Protegem os comediantes o que a imprensa desgasta. E talvez esteja na altura de parar também por aqui.



