No alarms and no surprises
Quando damos por ela, já partilhamos o que juraríamos serem segredos só nossos. Mas, também, de que outro modo descobriríamos quem os entende?
segunda-feira, abril 07, 2008
sexta-feira, março 28, 2008
Abrindo a caixinha das glórias
terça-feira, março 25, 2008
Um tico-tico não é para todos
Hoje fiquei a saber que os cortes a fazer na bancada nova que vou ter na cozinha, algo que me preocupava, podem ser feitos com um tico-tico. Não sei o que é, mas o pedreiro já me disse que tem um e que me empresta.
Surprise, surprise
Todos os anos aguardo ansiosamente as grandes surpresas musicais. Na música começa a ser cada vez mais difícil inovar. A roda está inventada, logo, cada revelação m
usical em cada ano é recebida por mim com entusiasmo redobrado.
É por essa razão que fico particularmente satisfeito por a primeira grande surpresa de 2008 para mim vir de Portugal. Rita Pereira, sob a "marca" Rita Redshoes, apanhou-me em cheio com o álbum de estreia Golden Era. Um bom pedaço de música irrepreensível e brilhante, em composições geniais e repletas de personalidade.
Esta será, garantidamente, uma carreira na qual vou estar de olhos postos.
segunda-feira, março 24, 2008
Na palma da mão
Foi na última madrugada, de sábado para domingo, que senti os primeiros sinais físicos da Laurinha para o mundo exterior. Senti entre os meus dedos e na palma da minha mão. Acabou-se a exclusividade da mãe.
sexta-feira, março 21, 2008
O docinho mediático da santa época
quarta-feira, março 19, 2008
A infância antes dos Ficheiros Secretos
Uns têm hoje os Ficheiros Secretos. Outros, como foi o meu caso, nos anos 80 tinham o que hoje é já rotulado de clássico. Morreu hoje Arthur C. Clarke. A caminho dos 91 anos, o autor de ficção científica ficou notabilizado por muitas obras, mas a que o mais marcou terá sido provavelmente 2001: Odisseia no Espaço, estampado no grande ecrã pelas lentes de Stanley Kubrick.
Mas não foi este o feito que mais me marcou em Arthur C. Clarke. Desde há muito que tenho a maior das curiosidades pelo paranormal. Gosto de estudar tudo o que diga respeito a fantasmas, almas do outro mundo e outras abantesmas em cuja existência – por muito troçado que possa ser por isto – acredito. E por isso posso garantir que Arthur é grande responsável.
O Mundo Misterioso de Arthur C. Clarke, era assim que se chamava a série de televisão que nos anos 80 me punha especado a olhar para o televisor. A inesquecível caveira de cristal do genérico, as famosas chuvas de rãs que ainda hoje de manhã eram referidas por Fernando Alves na TSF ou os objectos que se mexiam sozinhos, as vozes que se ouviam do nada, as manchas luminosas que pairavam no ar, de tudo isto me lembro como o meu vício de televisão há mais de 25 anos.
Vou comprar a série, se a encontrar por aí. É a melhor homenagem que posso fazer a Arthur.
segunda-feira, março 17, 2008
Mas afinal quantos eram os ABBA? II
Mas afinal quantos eram os ABBA?
Ele há coisas de que quase me envergonho. Não sei como pude ser tão ingénuo ao ponto de pensar que os ABBA, para além da prática do swing, essa modernice nórdica, faziam todo aquele espalhafato apenas com um senhor ao piano, outro com uma guitarra, duas moçoilas cantantes e fatos espaciais vindos directamente do roupeiro da série Espaço 1999, coisa nobre da TV dos tempos em que as traças acasalavam dentro de televisores a preto e branco.
Hoje vi nas notícias que o baterista dos ABBA foi encontrado morto. Degolado, mais precisamente. A questão que lanço é MAS QUAL BATERISTA DOS ABBA? Sabia perfeitamente que os Millie Vanilli enganaram toda a gente com uns playbacks alimentados atrás dos reposteiros lá do fundo do palco. Mas onde escondia o quarteto sueco um senhor chamado Brunkert Ola, que hoje apareceu morto em Mallorca, no jardim de sua casa? Pergunto mesmo quantos eram eles? Quem mais era dos ABBA que ponha o dedo no ar.
Um dia destes ainda me veem dizer, provavelmente, que o som de orquestra que acompanhava o José Cid e o seu Grande Grande Amor não vinha de dentro do piano que ele, sozinho no palco, tocava no Festival RTP da Canção 1980.
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
Como nascer em Maio e depois estar entre as minorias
Diz assim hoje o Expresso Online: Maio e Setembro são os dois meses em que nascem mais portugueses. António Caleiro, professor na Universidade de Évora, analisou o perfil da natalidade em Portugal desde 1969 e chegou à conclusão que a maior parte das concepções acontece em Agosto e no final do ano.
O que eu quero é um saldo positivo
Tudo indica que não somos, de facto, mais do que um somatório de pontos. Em cada atitude, em cada gesto, vamos marcando pontos positivos e negativos junto dos outros. Sim, porque a opinião que temos de quem tem estado por perto das nossas vidas – amigos, amores, familiares – mais não é do que o resultado de um bom punhado de memórias que, entre boas e más, terminam num saldo positivo ou negativo. Assim como se uma acção nossa valesse X pontos. Para cima ou para baixo. Com esses pontos vamos criando um score. Mas surgem dois grandes problemas: primeiro, não temos esse score escrito na testa, pelo que perante um novo conhecimento a contagem parte do zero. Isto resulta nas impressões mais variadas que deixamos nos outros. Mas acreditem, meus amigos, tudo não passa mesmo de um singelo somatório; em segundo lugar, a pontuação não é linear, do tipo "uma acção, um ponto". Frequentemente, uma determinada atitude representa tantos pontos negativos que deitam por terra mil e um positivos.
Só posso depreender que a vida, efectivamente, funciona assim, porque a velocidade com que se pode perder em dias uma amizade de vida (felizmente caso isolado) ou a oscilação bruta de uma simpatia profissional parece mostrar que tenho razão. Com a agravante de que os pontos mais recentes (positivos ou negativos) parecem ter uma ponderação muito maior no score do que os mais antigos.
Este vita modus operandi tem tanto de injusto como de incontornável, por isso apenas me resta um grande objectivo: andar sempre com saldo positivo na conta.
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
Teorias, apostas e adivinhações
Olha, nem vale a pena pensarem mais nisso. É um rapaz. Vê-se pela idade do pai na altura em que o bebé foi concebido. Quando a soma dos dígitos da idade do pai é par, é rapaz. 35 anos, portanto 3 + 5 = 8, é rapaz. Nunca falha.
Ora está bom de ver que há por aí uns Nunca falha e uns Nunca me enganei que, fatal como o destino e como tudo na vida, ficam com os dias contados.
terça-feira, fevereiro 26, 2008
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
Tenham medo. Tenham muito medo
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
O sucesso do emigrante
terça-feira, fevereiro 19, 2008
Cá está:
O temporal que ontem arrasou a capital pode regressar já hoje, com nova vaga de chuvas fortes. O Instituto de Meteorologia elevou o alerta para Amarelo para os distritos de Lisboa e Leiria devido à previsão de chuva forte.
Lusa
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
Nem imaginam como estimo o meu pátio
Gostaria de partilhar algo convosco: a minha casa tem um pátio. É um pequeno terraço pelo qual nutro muita simpatia. É um espaço que me permite dedicar a um grande passatempo meu, a minha colecção de Bonsai. Tem uma mesinha, cadeiras, dá para ler sossegadamente um livro e no Verão enche-se de amigos para os petiscos. O que quero dizer, mais precisamente, é que estimo muito este espaço, e por isso tenho de ter um especial cuidado com ele, porque é murado a toda a volta, o piso não tem inclinação e em madrugadas como a que Lisboa viveu hoje as chuvas torrenciais poderiam tranformá-lo num inesperado e indesejado tanque. Posso garantir-vos que dificilmente alguém encontrará local mais sujeito às surpresas de uma chuvada do que aquele. Mas tal não aconteceu, e posso arriscar um palpite para o explicar. Tenho para mim que é porque o escoador que está bem no centro da tijoleira é limpo regularmente. E porque é que o limpo assiduamente? Bom, acho que é mesmo porque estimo muito o meu pátio.O Pedro e o Lobo
Não é a primeira vez que falo neste assunto, mas eu sou assim, teimoso. A Autoridade Nacional para a Protecção Civil adora brincar com os alertas que vemos aqui ao lado. Ele é laranja, ele é amarelo, por tudo e por nada. Desta vez talvez até houvesse razão para um desses avisos coloridos que vivem para ser comentados à mesa do café de bairro, mas a verdade é que o primeiro comunicado da ANPC sobre a chuva intensa que se fez sentir esta madrugada em Lisboa data de hoje, às 13h45, fazendo então as suas recomendações de protecção. Já o Instituto de Meteorologia tinha dito que "o pior já passou".sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Há horas próprias para tudo
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Os resguardados
Já se percebe que "facção" defendo, está bom de ver. Por isso esperava mais de um Luís Paixão Martins que permitiu que os raciocínios que partilha connosco no seu blogue tivessem sido usados contra si. Ter-se-á esquecido que Pacheco Pereira é dos líderes de opinião mais inteligentes no uso da palavra e, em momentos de insegurança, resguardou-se no seu sentido de humor, efectivamente brilhante. O post de LPM sobre a necessidade de serviços de comunicação de Pedro Santana Lopes é claríssimo. Perante um Pacheco Pereira que fingiu não ter percebido o seu significado, Paixão Martins não soube defender-se da forma mais esperada, criando-se um sistema em que quem fala por último fica com a (aparente) razão. Um discurso de brincalhão a puxar à gargalhada da audiência não chega para destronar um Pacheco Pereira resguardado numa demagogia fácil de defender. Luís Paixão Martins esqueceu-se que o trabalho mais difícil iria ser o seu.
Tenho pena. Fico-me então pela versão escrita de Luís Paixão Martins, que me parece mais coerente no raciocínio e em bastante maior sintonia com o meu conceito de consultoria de comunicação.



