quarta-feira, maio 13, 2009

Quando os discos caem para trás do móvel

templeofthedog Hoje, à procura de um disco específico, dei de caras com um velho álbum que injustamente tinha caído no meu esquecimento. A banda raíz dos Pearl Jam tocou, Chris Cornell (Soundgarden e Audioslave) deu a voz, Eddie Vedder deu uma ajuda. Assim nasceu um projecto, Temple of The Dog, que fez de 1991 um ano feliz do Rock. Limpo o pó, não imaginam o prazer que me deu ouvir de novo este trabalho absolutamente irrepreensível, para mim um dos melhores de sempre do género. A título de curiosidade, os Temple of The Dog projectaram ser uma banda para durar, mas por razões que só os próprios conhecem, tudo acabou assim que foi posto na rua o primeiro disco. Porém depois nasceram os Pearl Jam e a minha geração, que já tinha os Soundgarden, conseguiu ser musicalmente ainda mais feliz.

Temple of the Dog - Temple of the Dog

terça-feira, maio 12, 2009

A responsabilidade social dos cordeiros

pepti_junior_grande Quando, muito recentemente, a Associação Nacional de Farmácias lançou os seus argumentos no intuito de “forçar” a venda de genéricos, recordo-me de que um deles se confundia com responsabilidade social. Dizia João Cordeiro – do topo do seu altruísmo, preocupação social e desinteresse económico total – que a opção por um genérico beneficiaria, sobretudo, pessoas com poder de compra limitado. Pois bem, a minha filha, por uma questão alérgica que até é bastante comum em bebés durante o primeiro ano, tem de consumir, sem qualquer tipo de alternativa, um leite especial. Na situação da Laura há milhares e milhares de bebés, independentemente do poder de compra dos seus pais. A título de curiosidade, ainda que isto agora nada tenha a ver com as farmácias, estamos a falar de uma lata de leite que depois de aberta tem de ser consumida no espaço de três semanas – o que num bebé com apenas dois ou três meses implica deitar quase metade da lata fora num autêntico gesto de cortar o coração. Hoje, por uma questão de urgência comprei uma destas latas numa farmácia associada da ANF. Custou-me 27,20 euros. Porque não pude ir comprá-la numa área de saúde, onde custam apenas 22 euros. O exercício de tirar ilações agora é vosso.

segunda-feira, maio 11, 2009

Às vezes surpreendo-me (2)

Dez dias volvidos sobre ter-me lembrado que há mais de um ano me tinha inscrito no Facebook (sem saber porque alguma vez o fiz), passei de um amiguinho online para sete. Assim, sem mais nem porquê. Não será caso para cantar o Brilhozinho no Olhos do Godinho, mas a verdade é que desde que voltei a fazer o login, chovem-me pedidos de amizade na caixa de e-mail. Até de um Manuel Conchas, que não sei quem é, mas que me conhece do tempo da patinagem. Eu, que nunca calcei um patim. Claro está que cliquei lá no link que o informará de que lhe dei com os patins.

Prometo estar mais atento. Vou escrever lá umas larachas, também. E no Twitter. Também pus as unhas nisso e também já tenho por lá uns amigos.

quinta-feira, abril 30, 2009

segunda-feira, abril 20, 2009

Sempre a Crescer: A Laura e os Barbositos

E depois dos Barbosas, seguem-se as aventuras dos Barbositos. Há que integrar a Laura e desejar que seja pelo menos tão feliz com os amigos que arranjar na vida como o foi o pai.

segunda-feira, abril 13, 2009

A surpresa que vem do frio

Lisa Ekdahl está de volta com um disco bem diferente daquilo a que já nos habituou. Novos instrumentos, novo som, composições com uma novíssima estrutura. Que bem que fica o som da guitarra com o Hammond! Durante o concerto de Novembro, em Lisboa, (ou)viu-se que a voz sueca encaixaria que nem uma luva feita à medida nos temas de Give Me That Slow Knowing Smile, o novo trabalho que acaba de aterrar nos escaparates. Já comprei. Mesmo depois da demonstração no CCB há quase cinco meses, assim se surpreende até os mais preparados.

sexta-feira, março 20, 2009

Voltando à vaca fria

pobres-thumb Justifica-se este post com uma conversa que tive esta semana com uma pessoa próxima e sobre a qual ainda não consegui parar de cogitar pela perturbação que me causou. Essencialmente falava-se na ideia de que É na classe média que reside a verdadeira pobreza. E defendia-se ainda na cavaqueira que O Estado não ajuda devidamente as famílias, medindo-as pelo seu nível de rendimentos e esquecendo-se das despesas mensais inevitáveis que as afecta. Como que um desabafo, para ver se paro de pensar nesta confabulação recente, apetece-me explanar, nem que seja aqui, o conceito que tenho de pobreza e o papel da classe média e do Estado em tudo isto. E corrijam-me se estiver errado.

O meu interlocutor que me perdoe, mas acho que a ajuda do Estado à “Classe Média”, seja isso o que for, não pode de forma alguma ser uma prioridade, sobretudo nos países com economias mais frágeis. Eu sei que a “Classe Média” assim o reclama, mas acho que a “Classe Média” não está a ver bem o que é a pobreza nem vislumbra onde se situam as verdadeiras prioridades, não só de um Estado, mas de todos nós. É fácil falar de barriga cheia e até é fácil mudar o canal na televisão, mas a verdade é que não é fácil ver um casal com filhos em que ambos ficam desempregados de um dia para outro. Para este casal, já seria muito bom se pelo menos um deles tivesse emprego, ainda que com o ordenado mínimo. Não é fácil ver uma mãe a chorar porque não tem 20 euros para dar por uma lata de leite essencial para o seu bebé sem que outra coisa lhe possa dar. Não é fácil olhar para um filho e vê-lo condenado por não se poder alimentá-lo. Não é fácil ver alguém morrer porque lhe faltou um tratamento de muitíssimo baixo custo. Não é fácil ter de tirar um filho da escola e entregá-lo ilegalmente a uma têxtil que emprega mão-de-obra infantil para que haja pelo menos um ordenado no agregado. Isto sim, é a verdadeira pobreza. Está nas classes baixas. Existem. No nosso país. No Norte, sobretudo. Tornaram-se ainda mais visíveis depois dos despedimentos que recentemente fizeram correr tinta nos jornais.

Casos como este foram identificados muito recentemente por um projecto da Cruz Vermelha que concluía algo muito simples: as pessoas que dizem que precisam não são as que verdadeiramente precisam. Este projecto pôs-se em campo a tentar descobrir quem são os verdadeiros pobres e descobriu o que provavelmente nenhum de nós quer ver.

A pobreza existe. Mas a maioria da “Classe Média” nem imagina onde anda. A pobreza está em quem fica sem dinheiro depois de pagar a creche? Não, a pobreza está em quem nem sequer pode colocar algum dia a hipótese de pôr um filho numa creche. E quando um Governo tem poucos recursos para ajudar, tem de triar muito bem as suas prioridades.

Voltando ao exemplo da lata de leite... Talvez haja quem não saiba que quando um bebé é intolerante à lactose e a mãe não pode amamentar, a solução está numa fórmula alimentar – as famosas latas de leite para bebé – sobre a qual é permitido cobrar 25 euros por uma unidade de 900 gramas e que tem um prazo de três semanas depois de encetada. Tratando-se de um produto para bebés com poucos meses, nessas três semanas não se consegue consumir nem metade, pelo que mais de meio quilo da lata vai para o lixo. E há latas mais pequenas à venda? NÃO. Porque assim, a Nestlé cobra mais e, simultaneamente, obriga à compra de mais latas. E agora onde fica a prioridade de intervenção de um Estado? Onde estão os verdadeiros reguladores? Mas que eu saiba, este ponto nunca causou polémica.

Lembrem-se apenas de uma coisa: a “Classe Média” só pede, pede, pede. Mas os pobres (os verdadeiros pobres), esses costumam ter vergonha de pedir. E depois pensamos que não existem.

Bom fim de semana a todos

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quinta-feira, março 05, 2009

Projecto 70

É em dias como o de hoje, com o vento que está, que deduzo que uma boa parte do peso de que a balança me acusa pode estar na quantidade de cabelo que tenho.

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Sempre a Crescer: Um domingo com a Laura

Domingos, há muitos. Este filme retrata um domingo particularmente divertido com a Laura, desde o café da manhã (dos pais, claro) até ao passeio de cacilheiro, à tarde, naquela que foi (que me recorde) a primeira vez que a Laura atravessou o Tejo (para lá e para cá).

sábado, fevereiro 21, 2009

Prémio Tenho Orgulho na Luz que me Ilumina

Fiquem sabendo que a televisão interna do Hospital da Luz, naqueles ecrãs espalhados pelos corredores, apresenta previsões de “metereologia”. Deve ter qualquer coisa a ver com a arte de meter. Ou isso ou perguntaram ao Eusébio, enquanto ali esteve internado, como se escreve “meteorologia”. Vi isto enquanto fui à máquina comprar um “escolate”.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Bom fim de semana a todos

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Prémio Eu Cá Gosto é de Irritar a Malta

Palavra de honra que gostaria de conhecer pessoalmente o energúmeno, a alimária, a grandessíssima besta cujo cérebro viu atravessar-se-lhe a ideia de escolher a sexta-feira que antecede um fim-de-semana prolongado para muitos portugueses para reconstituir na A23, talvez a principal via para quem se desloca às Beiras, o acidente que remonta já a Novembro de 2007, obrigando a condicionar e até a cortar o trânsito local. É destes iluminados que fazem falta ao país.