segunda-feira, junho 29, 2009

terça-feira, junho 23, 2009

Nunca antes visto

CRW_1218Cá está. Uma pegada da Laura na praia. Pela primeira vez. Zambujeira do Mar, no dia 21 de Junho de 2009.

quinta-feira, junho 04, 2009

Prémio Com Um Post Destes Ainda Levas Um Tiro

Quero agradecer aos armeiros, que acabam de dar um precioso contributo para a afinação e calibragem do meu conceito de sensatez. A nova legislação vai agravar a pena dos crimes com arma de fogo. Os vendedores de armas já protestaram, porque dizem que o negócio está mau e, portanto, ainda vai ficar pior. Por isso há mesmo o risco de a Lei vir a ser repensada.

quarta-feira, junho 03, 2009

segunda-feira, junho 01, 2009

O que vou oferecer à minha filha no Dia da Criança?

Hoje é o 60.º Dia Mundial da Criança. A minha filha, ainda com os seus 11 meses e três dias de vida, naturalmente que não o percebe, nem o perceberá ainda, provavelmente, no próximo ano ou nos próximos dois anos. E este ainda vazio de entendimento é a deixa para lhe incutir algo. Não quero que a minha filha um dia venha ter comigo e me diga Pai, hoje é o Dia da Criança. Vou receber presente? Quero que ela me diga Pai, hoje é Dia da Criança, o que é que podemos fazer por um menino que necessite da nossa ajuda? E então ajudá-la-ei a fazer algo, se estiver ao meu alcance. E porque faço eu este desabafo? Porque já várias pessoas me perguntaram o que dei ou vou dar hoje à minha filha. Curiosamente, nenhuma delas sabia a origem deste dia.

Após a II Guerra, a Europa (e não só) mergulha em 1945 numa profunda crise económica. As crianças foram então especialmente penalizadas. Umas ficaram órfãs, outras passaram fome dadas as dificuldades financeiras dos seus pais e outras ainda tiveram de abandonar a escola para que se criasse sustentabilidade económica em suas casas. Por essa razão, a Federação Democrática Internacional das Mulheres propôs à ONU a dedicação de um dia à sensibilização da sociedade para as adversidades junto dos mais novos, tendo-se comemorado o primeiro Dia Mundial da Criança a 1 de Junho de 1950.

Hoje há muitas necessidades junto de muitas crianças no Mundo. Já não são fruto apenas de guerras, mas são em suficiência para continuar a justificar que a Humanidade se sensibilize.

segunda-feira, maio 18, 2009

O que querem, afinal?

Ontem, ao ver os Globos de Ouro, na SIC, fui novamente arremessado por uma conversa que já chateia, que já cheira a podre. A Mariza, uma das laureadas da noite, subiu ao palco e pediu a defesa da música portuguesa, dirigindo um apelo ao ministro da Cultura para que os nossos valores [dos portugueses] sejam mais bem defendidos. Na plateia, Rui Reininho aplaudiu, notou-se bem, com aquele entusiasmo de subscrição total da causa. O assunto não foi ali mais desenvolvido, mas estará relacionado, acredito, com as tais quotas na rádio e outras formas de promoção da música portuguesa que não estarão a ser respeitadas. Na verdade, dirijo apenas uma pergunta: De que se queixam ainda?

Eu gosto de música, muito mesmo. É um elemento primordial do meu aparelho emocional. O que gosto, quero ouvir de novo. E se tal não me chegar, quero ter à mão para ouvir quando me apetece. Ou seja, compro. Não me interessa a origem. Pode ser de autor português, japonês, do Burkina Faso…, não interessa. Quero ouvir o que é bom, o que tem qualidade. E quem faz música com qualidade já percorre pelo menos metade do caminho da sua promoção.

Isto é verdade para todos, portanto, também para a música portuguesa. Quando esta é feita com qualidade e brio de quem ama o que faz, é ouvida, é comprada, é exibida até à exaustão na rádio, na televisão e em concertos com qualidade de topo. Há dúvidas? Quem tem liderado os tops nacionais de vendas nos últimos anos? Os bons músicos portugueses sabem bem o que é o disco de platina. As molduras já não lhes devem caber nas paredes. É mentira o que estou a dizer, Mariza? É, Reininho? E tu, Rui Veloso, desmentes-me? E tu, Jorge Palma? E vocês, Deolinda, dão-me razão ou não? E o fenómeno Tony Carreira, alguém me explica? E os Da Weasel? E os Buraka Som Sistema? Quantos músicos ou bandas estrangeiras conseguem encher o Pavilhão Atlântico duas vezes? Quem me explica a promoção do projecto Amália Hoje e o facto de ter-se estreado com uma entrada directa para primeiríssimo lugar do top nacional de vendas? Querem ver quantas semanas lá vai ficar?

Por isso expliquem-me de uma vez por todas o que querem e que não têm ainda. De que se queixam? Porque insistem numa ditadura desmesurada de obrigar as rádios a passar também o que não tem qualidade só porque é feito em Portugal (as quotas exigidas pelos músicos a isso obrigariam)? Será porque não passam UHF e Paulo de Carvalho? Bom…

quarta-feira, maio 13, 2009

Quando os discos caem para trás do móvel

templeofthedog Hoje, à procura de um disco específico, dei de caras com um velho álbum que injustamente tinha caído no meu esquecimento. A banda raíz dos Pearl Jam tocou, Chris Cornell (Soundgarden e Audioslave) deu a voz, Eddie Vedder deu uma ajuda. Assim nasceu um projecto, Temple of The Dog, que fez de 1991 um ano feliz do Rock. Limpo o pó, não imaginam o prazer que me deu ouvir de novo este trabalho absolutamente irrepreensível, para mim um dos melhores de sempre do género. A título de curiosidade, os Temple of The Dog projectaram ser uma banda para durar, mas por razões que só os próprios conhecem, tudo acabou assim que foi posto na rua o primeiro disco. Porém depois nasceram os Pearl Jam e a minha geração, que já tinha os Soundgarden, conseguiu ser musicalmente ainda mais feliz.

Temple of the Dog - Temple of the Dog

terça-feira, maio 12, 2009

A responsabilidade social dos cordeiros

pepti_junior_grande Quando, muito recentemente, a Associação Nacional de Farmácias lançou os seus argumentos no intuito de “forçar” a venda de genéricos, recordo-me de que um deles se confundia com responsabilidade social. Dizia João Cordeiro – do topo do seu altruísmo, preocupação social e desinteresse económico total – que a opção por um genérico beneficiaria, sobretudo, pessoas com poder de compra limitado. Pois bem, a minha filha, por uma questão alérgica que até é bastante comum em bebés durante o primeiro ano, tem de consumir, sem qualquer tipo de alternativa, um leite especial. Na situação da Laura há milhares e milhares de bebés, independentemente do poder de compra dos seus pais. A título de curiosidade, ainda que isto agora nada tenha a ver com as farmácias, estamos a falar de uma lata de leite que depois de aberta tem de ser consumida no espaço de três semanas – o que num bebé com apenas dois ou três meses implica deitar quase metade da lata fora num autêntico gesto de cortar o coração. Hoje, por uma questão de urgência comprei uma destas latas numa farmácia associada da ANF. Custou-me 27,20 euros. Porque não pude ir comprá-la numa área de saúde, onde custam apenas 22 euros. O exercício de tirar ilações agora é vosso.

segunda-feira, maio 11, 2009

Às vezes surpreendo-me (2)

Dez dias volvidos sobre ter-me lembrado que há mais de um ano me tinha inscrito no Facebook (sem saber porque alguma vez o fiz), passei de um amiguinho online para sete. Assim, sem mais nem porquê. Não será caso para cantar o Brilhozinho no Olhos do Godinho, mas a verdade é que desde que voltei a fazer o login, chovem-me pedidos de amizade na caixa de e-mail. Até de um Manuel Conchas, que não sei quem é, mas que me conhece do tempo da patinagem. Eu, que nunca calcei um patim. Claro está que cliquei lá no link que o informará de que lhe dei com os patins.

Prometo estar mais atento. Vou escrever lá umas larachas, também. E no Twitter. Também pus as unhas nisso e também já tenho por lá uns amigos.

quinta-feira, abril 30, 2009

segunda-feira, abril 20, 2009

Sempre a Crescer: A Laura e os Barbositos

E depois dos Barbosas, seguem-se as aventuras dos Barbositos. Há que integrar a Laura e desejar que seja pelo menos tão feliz com os amigos que arranjar na vida como o foi o pai.

segunda-feira, abril 13, 2009

A surpresa que vem do frio

Lisa Ekdahl está de volta com um disco bem diferente daquilo a que já nos habituou. Novos instrumentos, novo som, composições com uma novíssima estrutura. Que bem que fica o som da guitarra com o Hammond! Durante o concerto de Novembro, em Lisboa, (ou)viu-se que a voz sueca encaixaria que nem uma luva feita à medida nos temas de Give Me That Slow Knowing Smile, o novo trabalho que acaba de aterrar nos escaparates. Já comprei. Mesmo depois da demonstração no CCB há quase cinco meses, assim se surpreende até os mais preparados.

sexta-feira, março 20, 2009

Voltando à vaca fria

pobres-thumb Justifica-se este post com uma conversa que tive esta semana com uma pessoa próxima e sobre a qual ainda não consegui parar de cogitar pela perturbação que me causou. Essencialmente falava-se na ideia de que É na classe média que reside a verdadeira pobreza. E defendia-se ainda na cavaqueira que O Estado não ajuda devidamente as famílias, medindo-as pelo seu nível de rendimentos e esquecendo-se das despesas mensais inevitáveis que as afecta. Como que um desabafo, para ver se paro de pensar nesta confabulação recente, apetece-me explanar, nem que seja aqui, o conceito que tenho de pobreza e o papel da classe média e do Estado em tudo isto. E corrijam-me se estiver errado.

O meu interlocutor que me perdoe, mas acho que a ajuda do Estado à “Classe Média”, seja isso o que for, não pode de forma alguma ser uma prioridade, sobretudo nos países com economias mais frágeis. Eu sei que a “Classe Média” assim o reclama, mas acho que a “Classe Média” não está a ver bem o que é a pobreza nem vislumbra onde se situam as verdadeiras prioridades, não só de um Estado, mas de todos nós. É fácil falar de barriga cheia e até é fácil mudar o canal na televisão, mas a verdade é que não é fácil ver um casal com filhos em que ambos ficam desempregados de um dia para outro. Para este casal, já seria muito bom se pelo menos um deles tivesse emprego, ainda que com o ordenado mínimo. Não é fácil ver uma mãe a chorar porque não tem 20 euros para dar por uma lata de leite essencial para o seu bebé sem que outra coisa lhe possa dar. Não é fácil olhar para um filho e vê-lo condenado por não se poder alimentá-lo. Não é fácil ver alguém morrer porque lhe faltou um tratamento de muitíssimo baixo custo. Não é fácil ter de tirar um filho da escola e entregá-lo ilegalmente a uma têxtil que emprega mão-de-obra infantil para que haja pelo menos um ordenado no agregado. Isto sim, é a verdadeira pobreza. Está nas classes baixas. Existem. No nosso país. No Norte, sobretudo. Tornaram-se ainda mais visíveis depois dos despedimentos que recentemente fizeram correr tinta nos jornais.

Casos como este foram identificados muito recentemente por um projecto da Cruz Vermelha que concluía algo muito simples: as pessoas que dizem que precisam não são as que verdadeiramente precisam. Este projecto pôs-se em campo a tentar descobrir quem são os verdadeiros pobres e descobriu o que provavelmente nenhum de nós quer ver.

A pobreza existe. Mas a maioria da “Classe Média” nem imagina onde anda. A pobreza está em quem fica sem dinheiro depois de pagar a creche? Não, a pobreza está em quem nem sequer pode colocar algum dia a hipótese de pôr um filho numa creche. E quando um Governo tem poucos recursos para ajudar, tem de triar muito bem as suas prioridades.

Voltando ao exemplo da lata de leite... Talvez haja quem não saiba que quando um bebé é intolerante à lactose e a mãe não pode amamentar, a solução está numa fórmula alimentar – as famosas latas de leite para bebé – sobre a qual é permitido cobrar 25 euros por uma unidade de 900 gramas e que tem um prazo de três semanas depois de encetada. Tratando-se de um produto para bebés com poucos meses, nessas três semanas não se consegue consumir nem metade, pelo que mais de meio quilo da lata vai para o lixo. E há latas mais pequenas à venda? NÃO. Porque assim, a Nestlé cobra mais e, simultaneamente, obriga à compra de mais latas. E agora onde fica a prioridade de intervenção de um Estado? Onde estão os verdadeiros reguladores? Mas que eu saiba, este ponto nunca causou polémica.

Lembrem-se apenas de uma coisa: a “Classe Média” só pede, pede, pede. Mas os pobres (os verdadeiros pobres), esses costumam ter vergonha de pedir. E depois pensamos que não existem.

Bom fim de semana a todos

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