sexta-feira, fevereiro 29, 2008

O que eu quero é um saldo positivo

Tudo indica que não somos, de facto, mais do que um somatório de pontos. Em cada atitude, em cada gesto, vamos marcando pontos positivos e negativos junto dos outros. Sim, porque a opinião que temos de quem tem estado por perto das nossas vidas – amigos, amores, familiares – mais não é do que o resultado de um bom punhado de memórias que, entre boas e más, terminam num saldo positivo ou negativo. Assim como se uma acção nossa valesse X pontos. Para cima ou para baixo. Com esses pontos vamos criando um score. Mas surgem dois grandes problemas: primeiro, não temos esse score escrito na testa, pelo que perante um novo conhecimento a contagem parte do zero. Isto resulta nas impressões mais variadas que deixamos nos outros. Mas acreditem, meus amigos, tudo não passa mesmo de um singelo somatório; em segundo lugar, a pontuação não é linear, do tipo "uma acção, um ponto". Frequentemente, uma determinada atitude representa tantos pontos negativos que deitam por terra mil e um positivos.
Só posso depreender que a vida, efectivamente, funciona assim, porque a velocidade com que se pode perder em dias uma amizade de vida (felizmente caso isolado) ou a oscilação bruta de uma simpatia profissional parece mostrar que tenho razão. Com a agravante de que os pontos mais recentes (positivos ou negativos) parecem ter uma ponderação muito maior no score do que os mais antigos.
Este vita modus operandi tem tanto de injusto como de incontornável, por isso apenas me resta um grande objectivo: andar sempre com saldo positivo na conta.

1 comentário:

28/5 disse...

no que me toca, o teu saldo está em mais infinito :-) beijocas