é que não está de chuva.
Quando damos por ela, já partilhamos o que juraríamos serem segredos só nossos. Mas, também, de que outro modo descobriríamos quem os entende?
sexta-feira, janeiro 30, 2009
quarta-feira, janeiro 28, 2009
É cheirar para crer
Consideram-me tonto as pessoas que me ouvem garantir que o cocó dos bebés – só até à introdução das sopas na sua dieta, note-se – cheira a pão.
domingo, janeiro 25, 2009
quarta-feira, janeiro 21, 2009
Ir às curvas em caminhos a direito
Posto eu hoje, em primeiro lugar, para uma palavra de saudação a um colega que acaba de ser PAI, não há muitos minutos. De uma Francisca. Tendo em conta a minha experiência recente, posso, por relâmpagos de reminescências, imaginar o que estará a sentir neste momento. Mas bom, não será esse o intuito desta mensagem. Quero transmitir-lhe apenas isto, numa opinião que, aliás, já lha dei a conhecer em dias idos: meu rapaz, olha que faz parte da natureza humana complicar as coisas. Criou-se a moda e hábito de fazer de um bebé um verdadeiro bicho de sete cabeças. Antes de se ter um filho, as pessoas à volta desenham autênticos dias de terror. Agora é que vão ser elas. Espero que tenhas aproveitado muito bem a tua vidinha toda até agora. Porque não perguntaste primeiro a quem já tem filhos?
É que somos miserabilistas. Tenho para mim que só nos sentimos com conteúdo quando as coisas nos correm mal. Eh pa, nem imaginas o que me aconteceu. Só a mim (sim, porque depois temos a mania da perseguição, de que as coisas só nos acontecem a nós). Mas vou ser um pouco mais concreto.
Ter sido pai tem sido a minha melhor experiência de sempre. É verdade que muita coisa muda, mas isso gere-se. Sei que um dia vou poder dedicar-me de novo aos meus hobbies tal como o fazia antes. Ao fim de sete meses, estou de regresso, ainda que de forma moderada, às saídas com amigos, às jantaradas e ao copo do Bairro. E a mãe faz o mesmo. Confirmo, é possível ter uma vida normal. Mas há de facto quem complique, a começar pela indústria dos bebés. Um exemplo? Olha, aquelas cenas, os babygrows, são mesmo desenhadas por quem gosta de ir às curvas quando o caminho é a direito. O que deveria ser uma cena simples de enfiar pernas e braços e apertar atrás é, na verdade, um autêntico puzzle que necessita de um manual tipo Ikea para resolver. Botõezinhos de apertar em pontas que cruzam aqui e ali, sem se saber que botão pertence a que casa... Só com um pano encharcado no focinho de certos imbecis. Outro exemplo? Já ouviste falar dos discos de música própria para bebés para os acalmar? Imagens desenhadas com altas teorias de psicologia, com cores e o camandro para os deixar mais sossegados? São a coisa mais enervante do mundo e acho mesmo que os bebés gritam mais alto. Por isso peguei na câmara de video, filmei a mãe e as nossas vozes, gravei num DVD e faço play em modo repeat. Pelo resultado, acho que mereço um prémio.
E para quem acha que ter um filho é um inferno, cá vai uma frase da C. em comentário ao nascimento da tua filha. Tenho saudades de quando a Laura nasceu.
Felicidades do tamanho do mundo. Bem vindo à experiência do verdadeiro amor.
terça-feira, janeiro 20, 2009
It's the expectations, stupid
Ouvi com relativa atenção o discurso de tomada de posse de Barack Obama e ficou clara a razão porque conquistou a América e o Mundo. A forma como se dirige ao povo norte-americano (e não só), a convicção com que defende as suas ideias e, sobretudo, a emotividade com que passa a mensagem são irrepreensíveis. Está ali tudo o que é necessário para o estrondoso sucesso de um líder em qualquer parte do mundo e em qualquer situação. É indo directo às emoções que se "toca" um destinatário e Obama parece ter sido treinado para usar esse truque melhor do que ninguém. A forma clara como fala, sem rodeios, e o sentimento que coloca nas palavras que profere, afastando-se dos discursos assumidamente escritos para optar por uma toada disfarçada de improviso perante os mais ingénuos, foram as ferramentas-chave para criar uma empatia espontânea entre o novo presidente dos EUA e um novo e admirável universo de seguidores. Quando terminou o discurso, comentei um Este indivíduo é mesmo bom. Mas é precisamente aí que reside o problema de Barack Obama. O novo chefe de Governo do país mais popular do Mundo representa de tal forma um corte com o passado recente da América que se está a ver nele uma espécie de messias. As expectativas estão muito altas e, já a História o ensinou, quanto mais alto, maior o tombo. Ou seja, estou convencido de que o desafio de corresponder às expectativas é praticamente inatingível, de tão encimadas que estão. Barack Obama está no topo dos topos e, de uma forma perigosa, só tem, neste momento, margem para desiludir. Ossos do ofício de quem vende muito bem a sua imagem e que conseguiu fazer do seu chefe de campanha, David Plouffe, um dos meus novos ídolos. A ver vamos se estou errado.
quarta-feira, janeiro 07, 2009
O Ano da Laura II
O primeiro post deste ano no ré menor, O Ano da Laura, (basta andar dois posts para trás) foi editado e publicado de novo num novo formato de video, com maior qualidade de som e imagem, e com a citação final agora visível. Para quem tiver paciência para esperar um pouco pelo carregamento do video na memória do computador, há ainda uma opção de visionamento em alta definição, usando o botão HD disponibilizado. Obrigado pela visita.