sábado, dezembro 30, 2006

Afinal, prendam-nos

Muito já discuti sobre isto. E a partir de hoje, tudo muda. És a favor da pena de morte? perguntaram-me amiúdas vezes. E a minha resposta chocava a generalidade dos presentes: Qual? A praticada nos Estados Unidos? A que não garante que inocentes morram por erro de justiça? Não, não sou a favor. Mas defendo a morte dos que reiteradamente ameaçam a vida de outros. Nas prisões só enchem, custam dinheiro à sociedade e uma vez exterminados teríamos a garantia de que tudo ficava bem. Ou seja, defendia a pena de morte, sim, embora em casos muito específicos, e não da forma gratuita com que muitas vezes é exercida. Dizia-o e considerava, por vezes, que a sociedade se revestia de algum cinismo quando repudiava por completo o meu ponto de vista. Pinochet foi disso um exemplo. A sua morte, há poucos dias, foi motivo de galanteios entre muitos dos que rejeitam taxativamente a pena de morte. Porém, hoje vi a notícia: Saddam Hussein foi executado esta madrugada, eram 3h00 em Lisboa. Tinha sido enforcado, e a informação perturbou-me, gelou-me da cabeça aos pés. Mesmo tratando-se do comprovado e corroborado assassino que foi, a mesquinhez do acto explodiu como uma bomba na razão. Estava ali, a nu, a barbaridade e a crueldade de uma sociedade que parece ter recuado à idade das trevas apenas pela sede de vingança. Senti-me envergonhado. Saddam morreu e não vai fazer falta. Mas não deixo de estar aturdido com a facilidade com que se resolve um problema. Creio que agora sim, sem vergonha o digo, mudei de opinião. Não sou, de forma alguma, a favor da pena de morte.

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Ele há dias assim

A cabeça num sobressalto
A garganta num carpido
O nariz num desalmado choro
A visão numa desventura
O cérebro num vagar
Bum!
Crash!
Whomp!
Crunch!
Pow!
Grrr!
Bah!
Argh!
Bbrrzz!

sexta-feira, dezembro 22, 2006

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Teorias da velocidade (parte II)

É igualmente certo que a quem lhe escorregar das mãos, vá lá, digamos, um melão – não muito maduro – numa calçada, nunca mais o apanha.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

terça-feira, dezembro 12, 2006

Até que fui um “puto estúpido” feliz


As coisas já não andavam bem. Errar pelas noites do Bairro Alto há muito que não carrega as impressões de outros tempos. Se calhar já fui “puto estúpido” e advém daqui que não estou a conseguir conformar-me com os “putos estúpidos” modernos. Há quanto tempo não entro no Clandestino para pedir uma tosta ao Martins? A última vez que lá fui não reconheci o local e – Martins, desculpa lá – não tenho projectos de voltar a pôr lá os pés nas inúmeras épocas vizinhas. Bons tempos, os da Luz Soriano. Porém, o grande novo choque, já este ano, foi o Tertúlia. Mudou, não é o mesmo e nem o famoso mojito já sabe ao que era – lembram-se quando o mojito se apaixonou pela bola de gelado do Häagen-Dazs? Aquilo é que foi um amor bem à moda de Lisboa!
Pelo Bairro Alto, pouco mais me resta do que o Páginas Tantas ou as coentradas do Sinal Vermelho. As Primas passaram há muito à História e só vou à Bica quase por não querer ser a ovelha ranhosa, o que não gosta de estar na moda do ficar-de-pé-de-copo-na-mão-à-espera-que-o-carro-do-lixo-nos-obrigue-a-todos-a-encostarmo-nos-muito-juntinhos-cheios-de-calor-humano-no-minúsculo-passeio-da-íngreme-calçada.
Graça Esplanando. Saindo agora dos domínios do Bairro Alto, esse foi outro. Na Graça, obviamente. A minha Graça. Do jardim para a Mouraria pelas escadinhas, uma esplanada (quase) escondida com vista para a cidade e para o rio, obrigada a fechar por causa do ruído, dizem eles. Ainda assim não foi grave. A Esplanada da Graça ainda é a minha cidade mágica vista da minha Graça.
Gosto da cidade. De dia, de noite, gosto de passar nos sítios que me trazem memórias de inúmeros desabafos, confissões e alegrias. Memórias das tertúlias e – estou a chegar finalmente ao cerne deste post – das últimas paragens sempre antes do fim de cada noite. A notícia chegou ontem e foi como quem leva uma tampa: fecharam o Galeto. Menos uma fazendola onde até fui um “puto estúpido” feliz.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Será do estado de espírito?

Ou estarei a perder sentido de humor e inteligência? O Borat é um candidato de topo ao meu ranking pessoal dos piores filmes de sempre. Noventa minutos de cinema penosos e desconfortáveis.

terça-feira, dezembro 05, 2006

Zé, olha-me só esta maravilha...

http://respiraromesmoar.blogspot.com/

Há blogues por aí?

Onde estás há blogues? Eras a visita mais assídua do meu blogue, que eu sei. Também já dei uma olhada nos blogues dos teus amigos e tens lá muito que ler. Vê se sacas aí um computador e faz uns comentários. Beijos grandes, princesinha.